Enviado dos EUA pede ao mundo recado firme para Coreia Norte

Diplomata americano afirma que comunidade internacional precisa mostrar que ações norte-coreanas não ficarão impunes

Reuters |

O mundo precisa mandar um recado forte à Coreia do Norte mostrando que suas ações polêmicas são inaceitáveis, disse um diplomata norte-americano enviado a Seul nesta quinta-feira, após conversas sobre como reagir ao naufrágio de um navio de guerra sul-coreano.

A Coreia do Sul quer que o Conselho de Segurança da ONU censure a Coréia do Norte e aprove uma resolução impondo sanções duras, por causa do naufrágio da sua corveta Cheonam, em março desse ano e que matou 46 marinheiros.

O governo norte-coreano ameaçou retaliar com uma ação militar caso o país seja punido pelo que diz ser uma acusação inventada de que teria atacado e afundado a Cheonam.

Kurt Campbell, Secretário de Estado adjunto dos EUA, disse aos repórteres que Washington e Seul estavam tentando trabalhar em conjunto com a China, um membro permanente do Conselho de Segurança, com direito a veto. A China é também o maior aliado e benfeitor da Coreia do Norte e tem sido cautelosa ao lidar com o incidente.

"Sentimos que a comunidade internacional tem de tomar uma posição firme diante dessa provocação", disse Campbell após se reunir com autoridades sul-coreanas. "Fomos muito claros em relação ao envio de um recado forte de vigilância... sobre o quanto esse tipo de provocação é inaceitável, sobre o quanto isso enfraquece o armistício", disse ele.

Campbell se reuniu com o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Yu Myung-hwan, e outros altos funcionários para preparar uma resposta do Conselho de Segurança, que já expressou grande preocupação em relação ao naufrágio.

Nem Campbell, nem o vice-ministro do Exterior, Lee Yong-joon, disseram se existe alguma indicação que a China esteja mostrando uma maior intenção de se juntar a eles para alguma ação da ONU, mas disseram que Pequim entendia o que era necessário.

"Acho que podemos dizer que a China entende a gravidade da situação e que, no momento, a Coreia do Sul e os EUA estão se empenhando e que estamos trabalhando junto com a China, sobre qual o caminho a seguir," disse Campbell.

Analistas dizem que nem a Coreia do Norte nem a Coreia do Sul estão prontas para uma guerra, mas eles veem a possibilidade de novos conflitos nas águas ao longo da costa oeste ou de suas fronteiras terrestres, fortemente armadas.

Pyongyang tem dito que as acusações contra o país são parte de uma conspiração liderada pelos EUA, que visa dar ao presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, um impulso político.

Lee exige um pedido de desculpas da Coreia do Norte. A Coreia do Sul também cortou toda atividade comercial e a ajuda humanitária que dava ao seu vizinho pobre e disse que qualquer agressão por parte do Exército norte-coreano, um dos maiores do mundo, com 1,2 milhão de militares, seria recebida com rápida e intensa retaliação.

Uma equipe de investigadores internacionais, liderada por militares da Coreia do Sul, afirmou em maio que um submarino norte-coreano torpedeou o navio, inclusive tendo apresentado provas que incluíam partes de um torpedo resgatadas do local do acidente.

AFP
Destroços do navio Cheonan foram içados em abril para investigação sobre naufrágio

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