Enviado dos EUA para Coreia do Norte chega a Pequim

Pequim, 3 mar (EFE).- O novo enviado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para o conflito nuclear norte-coreano aterrissou hoje em Pequim, após semanas de ameaças de Pyongyang sobre o lançamento de um míssil, e horas depois de o regime da Coreia do Norte afirmar que está preparado para a guerra.

EFE |

Pequim é a primeira etapa da viagem asiática do enviado americano Stephen Bosworth, que aterrissou hoje na capital chinesa, confirmou a embaixada americana à Agência Efe, e continuará sua viagem na quinta-feira em Tóquio e em Seul, no sábado.

O porta-voz da Chancelaria chinesa, Qin Gang, anunciou hoje, em entrevista coletiva, que Bosworth se reunirá em Pequim com o ministro de Assuntos Exteriores, Yang Jiechi, e com o vice-ministro da pasta, Wu Dawei, representante chinês do diálogo que também inclui as duas Coreias, EUA, Rússia e Japão.

"Atualmente, o processo a seis lados vive novas e complicadas circunstâncias. Esperamos que estas dificuldades sejam temporárias", reconheceu Qin Gang, em uma primeira referência às ameaças de Pyongyang dos últimos dias, sobre as quais Pequim não tinha se pronunciado até então.

O regime norte-coreano anunciou hoje que seu Exército está preparado para uma guerra, em resposta ao anúncio de que Coreia do Sul e Estados Unidos realizarão manobras militares conjuntas na península coreana de 9 a 20 de março.

Bosworth viaja acompanhado de Sung Kim, responsável de Assuntos Coreanos do Departamento de Estado americano, que será o enviado para o diálogo a seis ordinariamente.

O trabalho do representante especial Bosworth será impulsionar novamente o diálogo, mediante o qual Pyongyang se comprometeu a desmantelar seu arsenal nuclear em troca de ajuda energética e reconhecimento diplomático.

A primeira fase do acordo foi implementada com o fechamento do principal reator norte-coreano, em Yongbyon, durante o período do antigo enviado dos EUA para o diálogo nuclear, Christopher Hill, que assumiu o cargo em 2005 e será nomeado embaixador no Iraque.

No entanto, o avanço no diálogo freou no final do ano passado, depois que, após ser eliminada da lista do "eixo do mal" dos EUA, Pyongyang se negou a que os outros cinco países extraíssem amostras nucleares do país para análise no exterior, parte das exigências de verificação dos EUA. EFE mz/an

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