Enviado dos EUA no Sudão pede fim das sanções por razões humanitárias

Cartum, 20 ago (EFE).- O enviado dos Estados Unidos no Sudão, Scott Gration, advogou hoje no sul do país pelo fim parcial das sanções impostas contra o país para aliviar a situação humanitária na zona.

EFE |

Em entrevista coletiva oferecida em Yuba, capital da região autônoma do Sul do Sudão, depois de se reunir com seu presidente, Silva Kir, Gration disse que "levantar as sanções é importante para o desenvolvimento da região, que sofreu durante 22 anos com uma guerra civil".

O enviado da Casa Branca insistiu em que esta região é autônoma e "deve ser liberada das sanções".

"A região necessita ajuda material para seu desenvolvimento mas, infelizmente, as sanções impedem o envio desta ajuda", indicou.

Silva Kir elogiou as negociações de paz comandadas pelos EUA entre o Partido da Conferência Nacional, do presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, e o Movimento Popular para a libertação do Sudão, que governa no sul, dizendo que elas "ajudarão a impulsionar a paz no país".

Além disso, expressou sua esperança que se solucionem os problemas que enfrentam no Sul com o Governo central, como a demarcação das fronteiras entre sul e norte, o futuro de várias zonas, assim como o plebiscito, previsto para 2011, sobre a independência do sul.

O Exército Popular para a libertação do Sudão assinou com o Governo de Cartum um acordo de paz, dia 9 de janeiro de 2005, que pôs fim a 21 anos de uma das guerras mais longas da África, que causou 2 milhões de mortos.

O acordo de paz inclui um período transitório de seis anos, para que assim se realize um plebiscito onde os habitantes do sul votarão pela separação ou permanência dentro da região no Sudão. EFE az-hh-jrg/fk

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