Enviado dos EUA condena ataque em Cabul

Nova Délhi, 18 jan (EFE).- O enviado especial dos Estados Unidos para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, condenou hoje o ataque múltiplo realizado pelos talibãs na capital afegã e afirmou que os insurgentes são pessoas desesperadas.

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"Não é surpreendente que os talibãs realizem algo assim. Estão desesperados, são impiedosos", disse Holbrooke à imprensa indiana, já que está em visita oficial a Nova Délhi.

"Os que fazem isso não sobreviverão ao ataque nem terão êxito.

Mas podemos esperar coisas assim com regularidade", acrescentou o enviado, em declarações citadas pela agência indiana "Ians".

Segundo Holbrooke, os autores do ataque fazem parte do grupo de extremistas que operam nas áreas tribais da fronteira afegão-paquistanesa, reduto tradicional dos insurgentes talibãs e de militantes da Al Qaeda.

Várias explosões e tiroteios ocorreram a partir desta manhã em Cabul, que sofreu ataques simultâneos cometidos por um grupo de cerca de "20 talibãs", segundo um porta-voz da milícia islâmica.

Até o momento, as autoridades afegãs informaram sobre a morte de dez pessoas - cinco civis, um policial e quatro insurgentes -, enquanto outras 38 ficaram feridas.

Holbrooke, que está na Índia em uma visita oficial de dois dias, reuniu-se de manhã com o ministro de Exteriores indiano, S. M.

Krishna, com quem analisou maneiras de estabilizar o Afeganistão, informou a "Ians".

Tanto a Índia quanto os Estados Unidos participarão em 28 de janeiro na conferência de Londres no Afeganistão, convocada pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, para fixar metas de ação e analisar a situação nesse país asiático.

A Índia, o maior doador do Sul da Ásia para o Afeganistão, comprometeu-se até agora a destinar US$ 1,3 bilhão em ajudas para o país asiático, destruído por décadas de guerra.

Esta é a primeira visita à Índia de um alto funcionário da Administração americana desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, em dezembro do ano passado, o envio de 30 mil soldados adicionais para reforçar suas tropas no Afeganistão.

EFE daa/an

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