Enviado dos EUA ao Oriente Médio segue para a região na 2a-feira

WASHINGTON (Reuters) - O novo enviado de paz dos Estados Unidos para o Oriente Médio, o ex-senador George Mitchell, parte na noite desta segunda-feira para uma viagem a Egito, Israel, Cisjordânia, Jordânia e Arábia Saudita a fim de consolidar o cessar-fogo em Gaza e promover a paz entre israelenses e palestinos, informou o Departamento de Estado. Mitchell, que ajudou a resolver o conflito na Irlanda do Norte, foi nomeado pela secretária de Estado, Hillary Clinton, na semana passada para liderar os esforços dos EUA para pôr fim ao conflito no Oriente Médio que já dura seis décadas.

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O porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood, disse que a viagem de Mitchell, que vai até 3 de fevereiro, visa consolidar o cessar-fogo que pôs fim à ofensiva israelense de 22 dias de duração na Faixa de Gaza e "revigorar o processo de paz".

O governo Bush recebeu críticas pelo que foi percebido como relativa negligência ao conflito entre israelenses e palestinos até o último ano da administração, quando fracassou um esforço liderado pelos EUA para se chegar a um acordo até o fim de 2008.

O presidente dos EUA, Barack Obama, esforça-se para mostrar que está engajado na questão desde o início do seu governo. Em seu primeiro dia completo no cargo, na quarta-feira, telefonou a líderes árabes e israelenses. Um dia depois, compareceu ao anúncio da indicação de Mitchell no Departamento de Estado.

"O governo buscará de forma ativa e agressiva uma paz duradoura entre Israel e os palestinos, assim como entre Israel e seus vizinhos", disse Wood a repórteres.

Wood afirmou que era possível uma mudança na agenda de Mitchell, mas quando perguntado se o enviado iria à Síria, ele disse: "Não acredito que isso tenha sido planejado".

Ele também descartou a possibilidade de Mitchell entrar em contato o Hamas, o grupo islâmico que governa Gaza, considerado pelos EUA uma organização terrorista.

Durante a viagem, Mitchell buscará consolidar o cessar-fogo em Gaza e estabelecer um sistema anti-contrabando para evitar que o Hamas se rearme, afirmou Wood.

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