Enviado dos EUA ao Oriente Médio destaca laços com Israel

JERUSALÉM - O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, se reuniu nesta terça-feira com os líderes políticos israelenses, aos quais destacou que os laços americanos com o Estado judeu são inquebráveis.

EFE |


Na primeira etapa de uma visita que o levará também aos territórios palestinos, Mitchell se reuniu com as autoridades israelenses para impulsionar um "pronto reatamento e uma rápida conclusão" das negociações de paz entre as partes, interrompidas desde janeiro.

A reunião central do dia, uma sessão que se prolongou durante quatro horas, foi com o primeiro-ministro israelense e líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu, com quem se encontrou nesta tarde em Jerusalém.

O encontro aconteceu em um ambiente "amistoso e positivo" e nele "foi analisado todo tipo de questões na agenda", diz um comunicado do escritório do primeiro-ministro.

Netanyahu afirmou que "Israel trabalha para avançar a paz e a segurança com os vizinhos palestinos e todo o mundo árabe", e Mitchell insistiu em que "EUA e Israel são grandes aliados" e seus "laços são inquebráveis".

A reunião foi extensa: foram duas horas de conversa entre Netanyahu e o enviado americano, acrescentaram fontes do escritório do primeiro-ministro.

A visita a Israel do enviado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acontece antes do esperado discurso que o chefe do governo israelense fará no domingo e que qualifica de "importante".

O Canal 1 da televisão israelense informou que os assessores do primeiro-ministro finalizam as linhas principais do discurso, no qual Netanyahu pode fazer referência a um Estado palestino, questão que até o momento não foi abordada desde que chegou ao cargo, no final de março.

Netanyahu conversou por telefone com Obama na segunda-feira para informar sobre sua intenção de anunciar sua política para alcançar a "paz e segurança" na região.

Obama prometeu ao premiê que escutará atentamente o discurso e os dois "concordaram em manter um diálogo aberto e contínuo", afirma o escritório do primeiro-ministro israelense.

Horas antes de se reunir com o chefe do governo israelense, Mitchell se encontrou em Jerusalém com o chefe de Estado, Shimon Peres, em uma ocasião na qual negou a existência de tensão entre os EUA e Israel.

Nas últimas semanas, Obama reiterou seu apoio à criação de um Estado palestino e sua rejeição à colonização, e seu discurso na quinta-feira passada no Cairo no qual estendeu a mão ao mundo árabe e muçulmano despertou inquietação entre os membros do Executivo de Netanyahu, segundo os meios de comunicação.

"Deixem que seja claro: não se trata de desacordos entre adversários. Os Estados Unidos e Israel são e seguirão sendo aliados próximos e amigos", reiterou Mitchell.

O enviado americano insistiu em que a solução ao conflito entre israelenses e palestinos aos olhos da administração Obama passa por "um Estado palestino que viva em paz e segurança ao lado do Estado judeu de Israel".

Ele pediu às duas partes para "cumprir as obrigações estabelecidas" no plano de paz, que incluem o fim da construção nos assentamentos e medidas para viabilizar a criação de um Estado palestino.

AP
Lieberman e Mtchell apertam mãos após reunião

Lieberman e Mitchell apertam mãos após reunião

Pela manhã, Mitchell se reuniu em Tel Aviv com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, que reiterou que o governo de Netanyahu está comprometido com os planos de paz aceitos pelo Estado israelense no passado.

Mitchell também se reuniu com o titular de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, cujo ministério disse que o encontro aconteceu em "um ambiente cordial", no qual foram analisadas questões da agenda regional, entre elas Irã, Líbano e os esforços para promover o processo político entre Israel e palestinos.

Na terça-feira, o enviado americano irá à cidade de Ramala, na Cisjordânia, onde se reunirá com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad. Mais tarde, viajará para Damasco e Beirute, onde se reunirá com as autoridades sírias e libanesas.

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