Enviado diz que União Africana quer ser parte da solução na Mauritânia

Nuakchott, 10 ago (EFE).- O comissário encarregado da paz e da segurança da União africana (UA), Ramtane Lamamra, disse hoje, após uma reunião com o presidente do Alto Conselho de Estado da Mauritânia, general Mohammed Ould Abdelaziz, que sua organização continental quer ser parte da solução.

EFE |

Em declarações à imprensa após a reunião, Lamamra disse que "já expressamos nossa posição, que é a condenação do golpe de Estado" que no último dia 6 derrubou o presidente mauritano, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, que foi substituído por um Conselho de Estado, liderado pelo general Abdelaziz, que era comandante da Guarda Presidencial.

"Sou portador de uma mensagem do presidente da Delegacia Africana", Jean Ping, disse Lamamra, que explicou que "o marco político e jurídico desta mensagem é muito conhecido, no sentido de que deriva dos textos da União africana".

Esses textos "não são mutáveis" e "seriam aplicados naturalmente a todos os casos onde há mudança de um regime existente de maneira não constitucional".

Além disso, Lamamra ressaltou que são os próprios mauritanos que têm a maior responsabilidade para solucionar a crise atual.

Após realizar o golpe de Estado, os generais anunciaram a criação de um Alto Conselho de Estado e prometeram a realização de eleições presidenciais "o mais rápido possível". EFE mo/an

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