Enviado de Obama ratifica a palestinos compromisso com paz

Ramala (Cisjordânia), 29 jan (EFE).- O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, se reuniu hoje com os líderes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, aos quais prometeu que trabalhará para consolidar um cessar-fogo em Gaza.

EFE |

O emissário de Barack Obama se reuniu esta tarde com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a quem assegurou que seu país atuará para fazer o processo de paz com Israel avançar.

"Os EUA apoiarão os esforços para reforçar o cessar-fogo" (entre Israel e as milícias palestinas na Faixa de Gaza), declarou Mitchell numa entrevista coletiva em Ramala com o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat.

Antes de se reunir com o primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad, o funcionário americano destacou que seu país continuará incentivando a criação de um Estado palestino ao lado do de Israel.

Além disso, defendeu a reabertura das passagens fronteiriças na Faixa de Gaza, medida que, segundo disse, ajudará a conter o tráfico de armas por túneis subterrâneos cavados no sul do território e que fazem ligação com o Egito, possibilitando o rearmamento do Hamas.

"Para que a tentativa de impedir o tráfico ilegal de armas em Gaza seja bem-sucedida, é preciso um mecanismo que permita o fluxo legal de produtos, e essa tarefa deverá contar com a participação da Autoridade (Nacional) Palestina", disse Mitchell.

Para o emissário americano, é necessário reabrir o posto de Rafah, única fronteira de Gaza com o Egito, controlada por soldados da ANP até junho de 2007, quando o Hamas assumiu à força o controle do território.

Mitchell, que nesta viagem não tem encontros agendados com o Hamas, também se disse preocupado com a situação humanitária na Faixa de Gaza, onde 75% da população, de 1,5 milhão de habitantes, depende da ajuda da ONU para se alimentar.

No território, continuaram hoje os ataques aéreos israelenses e os disparos de foguetes palestinos, apesar do cessar-fogo que ambas as partes declararam unilateralmente em 18 de janeiro.

Num dos bombardeios da aviação israelense, sete crianças e um miliciano ficaram feridos na localidade de Khan Yunes, no sul de Gaza.

O líder do Hamas na faixa territorial, Ismail Haniyeh, compareceu esta tarde a uma gravação da rede de TV "Al-Aqsa", leal a seu movimento, e rejeitou qualquer tentativa de atrelamento da reconstrução de Gaza à formação de um novo Governo de união nacional.

Haniyeh disse temer que a reconstrução de edifícios e infraestruturas por Israel seja retardada pelas negociações para um cessar-fogo durável.

Por sua vez, Abbas afirmou a Mitchell que "deseja alcançar a reconciliação entre os palestinos e conseguir a formação de um Governo de união nacional na Cisjordânia e em Gaza".

Em Tel Aviv, o enviado americano se reuniu esta manhã com o chefe do Exército de Israel, general Gabi Ashkenazi, que o colocou a par dos "principais pontos" das operações na Cisjordânia e da recente ofensiva em Gaza, segundo um comunicado oficial.

Ontem, Mitchell se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, com a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, e com o chefe de Estado, Shimon Peres.

O enviado de Obama chegou à região quarta-feira, procedente do Cairo. As próximas escalas da viagem de Mitchell serão na Jordânia, na Arábia Saudita, na França e no Reino Unido, onde também tentará impulsionar uma trégua estável em Gaza. EFE fn/sc

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