Enviado da UE pede adiamento do referendo em Mianmar

O enviado especial da União Européia a Mianmar, o italiano Piero Fassino, considerou nesta terça-feira que seria sábio adiar a realização do referendo previsto para sábado sobre uma nova constituição nesse país após a passagem do devastador ciclone Nargis.

AFP |

"Seria sábio adiar o referendo de 10 de maio sobre a Constituição, já que afeta não apenas as regiões devastadas pelo ciclone, e sim todo o país", declarou Fassino, segundo um comunicado divulgado em Roma.

Segundo a televisão estatal birmanesa, as autoridades militares decidiram realizar o referendo no sábado, mas irão adiá-lo para 24 de maio nas 47 cidades das regiões de Irrawaddyy e Yangun, as mais afetadas pelo desastre natural.

As autoridades birmanesas aumentaram nesta terça-feira o registro de vítimas em ambas as regiões para mais de 22.000 mortos e 41.000 desaparecidos.

Para o partido de oposição birmanês é "totalmente inaceitável" que a junta militar no poder realize o referendo poucos dias depois de uma catástrofe de tal magnitude.

"Os números de mortos e desaparecidos são tão elevados que uma catástrofe humanitária de proporções espantosas se delineia", afirmou Fassino.

O representante da UE pediu que vistos especiais de entrada sejam concedidos às equipes de socorro de todo o mundo que viajarem para esse país para fornecer assistência.

Um ministro birmanês assegurou nesta terça-feira que a ajuda internacional para as vítimas será aceita, mas que as equipes que forem ao país devem negociar com o regime militar as permissões de entrada no território.

bur-kv/dm

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