Enviado da ONU questiona vontade de alcançar paz em Darfur

Nações Unidas, 24 jun (EFE) - O enviado da ONU para o Sudão, Jan Eliasson, questionou hoje a vontade das partes envolvidas no conflito de Darfur de alcançar um acordo de paz que coloque fim a cinco anos de violência.

EFE |

Eliasson afirmou em discurso perante o Conselho de Segurança que o otimismo que reinava há um ano, quando foi aprovado o comando de uma missão de paz da ONU e da União Africana para Darfur (Unamid) praticamente desapareceu.

"No caso de Darfur, há agora razões para questionar a sério se as partes estão dispostas a se sentar à mesa de negociação e assumir os compromissos necessários para alcançar paz", disse o diplomata sueco.

Ele apostou em aumentar a pressão política para interromper a escalada de violência que, desde o início do ano, afeta toda a região, e na qual se misturou o conflito entre os Governos adversários do Sudão e do Chade.

Os grupos rebeldes e Cartum se negaram a retomar as conversas que iniciaram em outubro na Líbia devido à desconfiança que impera entre as partes, apontou.

"Os contínuos ataques contra a população civil e a colonização de terras que pertencem aos refugiados que sofrem nos acampamentos não fomentam uma atmosfera de confiança", destacou.

Além disso, a fragmentação dos movimentos rebeldes de Darfur e as lutas internas nesses complicam a busca de uma frente unida de negociação.

Eliasson ressaltou que os recentes confrontos entre o Governo e a região autônoma do sul do Sudão pela região petrolífera de Ebey convenceram alguns rebeldes de que não se pode pactuar com Cartum.

O diplomata sueco advertiu de que a paz em Darfur tem que ser buscada dentro de um marco regional que permita fazer frente a todas as condições necessárias para negociar.

Entre essas estão a implementação dos acordos de paz no sul, a normalização das relações com o Chade, a aceleração do desdobramento da Unamid e o respeito ao embargo de armas imposto às partes.

Para isso, Eliasson pediu um renovado esforço da comunidade internacional para aumentar a pressão sobre as partes para convencê-las a renunciar a uma solução armada ao conflito. EFE jju/db

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