Enviado da ONU encerra visita de 4 dias a Mianmar

Bangcoc, 3 fev (EFE).- O enviado da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, concluiu hoje uma vista de quatro dias na qual se reuniu com a chefe do movimento democrático, a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, e com outros representantes da oposição e do Governo, mas não com o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe.

EFE |

Em seu último dia no país, Gambari se encontrou com dirigentes de grupos governistas e dissidentes, e, à tarde, se reuniu com o primeiro-ministro birmanês, o general Thein Sein.

"É difícil analisar a visita para concluir que foi um fracasso. O enviado não fez promessas, mas escutou nossos dirigentes", indicou o porta-voz do partido de oposição Liga Nacional para a Democracia (LND), Nyan Win, à rádio da dissidência "Mizzima".

Gambari se reuniu na segunda-feira com Suu Kyi e cinco membros da executiva do partido durante uma hora e meia em uma residência do Governo em Yangun, a antiga capital e principal cidade do país.

Suu Kyi denunciou ao enviado especial da ONU a perseguição sofrida pelos democratas por parte da Junta Militar e pediu que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, só visite o país quando o regime militar libertar todos os presos políticos.

Fontes diplomáticas tinham dito que esta visita de Gambari tinha uma missão principal, impulsionar o diálogo entre o Governo e a oposição e libertar os presos políticos, e outra secundária, que seria preparar uma visita de Ban.

"A LND mantém seus quatro pontos, mas Suu Kyi e os outros disseram (a Gambari) que a libertação de todos os presos políticos é a condição mínima", explicou Nyan Win sobre a reunião.

Os quatro pontos do plano da LND são a libertação dos presos políticos, revisar a Constituição aprovada pela Junta Militar em 2008, reconhecer as eleições de 1990 e formar o Parlamento com o resultado do pleito. EFE grc/db

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