Enviado da Bósnia estende mandato de juízes estrangeiros no país

Por Daria Sito-Sucic SARAJEVO (Reuters) - O enviado internacional da Bósnia estendeu o mandato de juízes e promotores estrangeiros presentes no país nesta segunda-feira, apesar de objeções dos servo-bósnios.

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Valentin Inzko tomou a decisão depois que autoridades judiciárias disseram que a Bósnia, 14 anos depois da guerra, poderia enfrentar um caos jurídico com centenas de processos no limbo, a menos que juristas estrangeiros permanecessem no tribunal estatal do país.

A presença legal de juristas estrangeiros por mais três anos dividiu novamente as etnias, que entraram em confronto no frágil país durante a guerra de 1992 a 1995, quando 100.000 pessoas foram mortas.

O Parlamento Nacional rejeitou em setembro estender o mandato de advogados estrangeiros depois que deputados servo-bósnios os acusaram de preconceito contra a etnia sérvia e disseram que suas investigações eram politicamente motivadas.

Juristas estrangeiros foram levados à Bósnia para ajudar o tribunal estatal depois que ele foi inaugurado em 2002. Eles são vistos como uma garantia da independência do tribunal, que tem uma câmara de crimes de guerra e um departamento de crime organizado.

Em sua decisão, Inzko, o alto representante da Bósnia que pode impor leis e demitir autoridades, citou as obrigações do país com o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia em Haia, na Holanda.

Como condição para terminar a guerra, a Bósnia foi dividida em duas entidades autônomas e rivais -- a República Sérvia, de maioria servo-bósnia, e a Federação da Bósnia, de maioria muçulmana e croata --, que são unidas por um frágil governo.

(Reportagem adicional de Olja Stanic)

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