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ENTREVISTA-Peru chama Morales de inimigo ; embaixador não volta

Por Dana Ford LIMA (Reuters) - O ministro peruano de Relações Exteriores, Antonio García Belaunde, disse nesta terça-feira que seu embaixador na Bolívia não voltará neste momento a La Paz, em sinal de desagrado pelos comentários recentes do presidente, Evo Morales, a quem classificou como um inimigo do Peru.

Reuters |

No último episódio de desencontros entre os dois vizinhos, o Peru chamou para consulta seu embaixador na Bolívia após Morales ter dito que os violentos protestos indígenas contra uma lei de investimentos na selva peruana eram uma "grande lição" para entenderem seus pedidos.

Os protestos, que começaram há quase dois meses, geraram confronto entre nativos amazônicos e forças de segurança que deixaram ao menos 34 mortos entre policiais e civis.

Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia e aliado do presidente venezuelano, Hugo Chávez, é parte de um grupo de países latino-americanos de tendência esquerdista que critica as políticas dos Estados Unidos.

"O embaixador está em Lima para mostrar nosso desagrado pelas expressões do presidente Morales", disse García Belaunde em entrevista à Reuters.

"Não, por ora ficará em Lima", acrescentou após ser perguntado se o embaixador voltará imediatamente a La Paz.

O Peru acusa o governo da Bolívia de envolvimento nos violentos protestos na selva contra os planos do presidente Alan García de abrir a Amazônia para investimentos privados. Morales, então, classificou os enfrentamentos de genocídio e massacre.

"Consideramos que o presidente Morales é inimigo do Peru porque tem reiteradamente feito manifestações muito hostis contra o país, não somente de tipo político incluindo manifestações sobre o litígio em Haia, que é um litígio que o Peru tem com o Chile", afirmou García Belaunde.

"Não posso considerar essas intervenções senão como as de um homem inimigo do Peru", reiterou o chanceler.

Após os violentos protestos de nativos amazônicos, o governo peruano cedeu e chegou a um acordo com os chefes das comunidades indígenas e prometeu apresentar ao Congresso um projeto de lei para revogar as leis, que estão incluídas dentro de um marco regulatório de Tratado de Livre Comércio assinado com os Estados Unidos.

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