ENTREVISTA-México não prevê mais de 100 mortes por nova gripe

Por Miguel Angel Gutiérrez CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O México espera não ter mais do que cem mortes por causa da atual epidemia de gripe, que já começou a ceder e não foi tão grave quanto se temia, disse na quarta-feira o ministro da Saúde, José Angel Córdova.

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O país anunciou na quarta-feira que o número de mortes confirmadas pelo vírus H1N1 subiu de 58 na véspera para 60. Em todo o mundo, foram registrados quase 6.000 casos em 33 países.

"Como causa desse vírus espero que (o número de mortes) não passe de cem se não tivermos nenhuma situação particular onde haja um recrudescimento", disse Córdova à Reuters.

"O comportamento do vírus não foi tão agressivo em geral", disse. "O que estamos vendo é que há uma tendência à diminuição (dos casos), na maioria dos Estados e em geral no país", acrescentou.

De acordo com o funcionário, cerca de 40 pessoas estão hospitalizadas em estado grave.

O México passou vários dias praticamente parado no final de abril e começo de maio para tentar controlar a epidemia. Nesta semana, o país voltou à normalidade.

Córdova disse que o México teve muito mais mortes que os EUA (três mortes, embora o país tenha mais casos) porque no começo da epidemia as pessoas não procuravam tratamento médico, preferindo a automedicação contra aquilo que parecia ser uma gripe comum.

O ministro disse que agora, três semanas depois do início do surto, as pessoas chegam aos hospitais do México logo que apresentam os primeiros sintomas.

O mundo tomou conhecimento da nova doença - que mistura elementos de vírus suínos, aviários e humanos - no dia 23 de abril, mas análises mostraram que o primeiro caso foi de uma pessoa na populosa Cidade do México em 11 de março.

Córdova admitiu que a retomada das aulas e das atividades empresariais pode gerar um recrudescimento, mas disse estar otimista. Acrescentou que, se não houver uma piora até o final da semana, pode-se considerar que o México "já está de saída" da epidemia.

"Pode haver alguns surtozinhos, mas podem ser controlados (...). Não foi a epidemia gravíssima que esperávamos", disse.

Córdova acrescentou que por enquanto os especialistas estão longe de descobrir qual foi a origem do vírus, que pode ter sofrido uma mutação, o que retardaria a elaboração de uma vacina específica.

(Reportagem adicional de Mica Rosenberg)

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