Por Emma Graham-Harrison

PEQUIM (Reuters) - Inovações vitais para o futuro da Europa estão em risco, porque a crise financeira global transformou as metas de redução de poluentes, outrora desafiadoras, em alvos fáceis de atingir, na opinião da comissária (ministra) europeia para a Ação Climática, Connie Hedegaard.

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Por Emma Graham-Harrison

PEQUIM (Reuters) - Inovações vitais para o futuro da Europa estão em risco, porque a crise financeira global transformou as metas de redução de poluentes, outrora desafiadoras, em alvos fáceis de atingir, na opinião da comissária (ministra) europeia para a Ação Climática, Connie Hedegaard.

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ENTREVISTA-Com crise, UE vê risco a inovações vitais para clima

Por Emma Graham-Harrison

PEQUIM (Reuters) - Inovações vitais para o futuro da Europa estão em risco, porque a crise financeira global transformou as metas de redução de poluentes, outrora desafiadoras, em alvos fáceis de atingir, na opinião da comissária (ministra) europeia para a Ação Climática, Connie Hedegaard.

Reuters |

Por Emma Graham-Harrison

PEQUIM (Reuters) - Inovações vitais para o futuro da Europa estão em risco, porque a crise financeira global transformou as metas de redução de poluentes, outrora desafiadoras, em alvos fáceis de atingir, na opinião da comissária (ministra) europeia para a Ação Climática, Connie Hedegaard.

Mas ela chamou a atenção para a dura competição que o continente enfrenta por parte das economias emergentes, que se recuperaram da crise com mais rapidez do que os países europeus industrializados.

"Por causa da crise, as emissões (de gases do efeito estufa) caíram, e não tivemos de inovar tanto", disse Hedegaard à Reuters na noite de quinta-feira, durante visita à China.

"O desafio é que os nossos competidores --não só na China, mas também na Coreia do Sul, Brasil, México, África do Sul, muitos lugares-- estão inovando a uma velocidade bastante alta atualmente."

A União Europeia se compromete a reduzir suas emissões em um quinto até 2020, em relação aos níveis de 1990. O objetivo com essa meta era estimular uma "revolução verde", mas as dificuldades econômicas reduziram tanto a atividade industrial que a redução prometida poderá ser obtida sem maiores esforços.

No final de maio, a Comissão Europeia (Poder Executivo da UE) vai divulgar uma avaliação sobre o custo e a conveniência de elevar a meta a 30 por cento de redução. A provável conclusão será de que a transição para a economia "limpa" agora custaria um terço a menos do que antes da crise, segundo fontes da UE.

Por causa da crise da dívida grega, que ameaça se espalhar pelo continente, há dúvidas sobre quanto a Europa pode investir em tecnologias "limpas", que normalmente só oferecem benefícios econômicos em longo prazo.

"Este tempo de crise... poderia de certo modo falar contra fazer qualquer coisa a mais", disse Hedegaard, alertando no entanto que o custo de esperar pode ser perigosamente alto para o continente.

"Na Europa não podemos competir em termos de salários, não podemos competir em termos de horas de trabalho por semana, temos uma idade de aposentadoria menor do que na maioria das outras regiões com as quais estamos competindo (...). Simplesmente temos de considerar: do que vamos viver no futuro?"

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