Entre G8, G14 e G20, a comunidade internacional busca a melhor fórmula

WASHINGTON - Ao final de dez meses e três reuniões de cúpula, o G20 conseguiu criar um buraco entre o G7, o G8 e o G14, num momento em que a comunidade internacional busca o melhor formato para concentrar-se nos grandes temas econômicos, diplomáticos e relativos ao meio ambiente.

AFP |

O que está claro atualmente é que o G8, grupo dos oito países mais industrializados do mundo - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia - já não é a pedra angular do edifício econômico e financeiro mundial. E, no futuro, as reuniões de geometria variável se apresentam como a nova norma.

A instância de impulso da governança mundial passou a ser o G14, ou seja, os membros do G8, aos quais se acrescentam os cinco emergentes - África do Sul, Brasil, China, Índia e México - mais o Egito. No últimos anos, as reuniões do G8 se ampliaram geralmente com a participação destas potências emergentes, e cada vez mais se fala em institucionalizar o G14.

Mas isso significa que o G8 está condenado a desaparecer? Segundo o presidente francês Nicolas Sarkozy, sim, a julgar por seu anúncio de que, em 2011, sob a presidência francesa, será concluída a transformação do G8 em G14. Mas, para outros países, as reuniões do G8, mesmo que à margem de um G14, continuam sendo necessárias para falar de finanças.

Para o Japão, em particular, que teme a influência crescente da vizinha China, o formato de 8 continua sendo útil. O que é incerto é se o novo primeiro-ministro manterá esta postura tradicional de Tóquio.

E se confirmada a institucionalização do G14, o que acontecerá com o G20? Porque com os 14, vários pesos pesados econômicos da América Latina, África, Ásia e o mundo árabe ficam de fora. Seria preciso acrescentar à mesa de discussões a Argentina, a Austrália, Arábia Saudita, a Indonésia, a Turquia e a Coreia do Sul.

Em dez meses, e contando a reunião de Pittsburgh nos Estados Unidos agora nos dias 24 e 25, o G20 terá se reunidos três vezes para tentar responder a crise econômica internacional. No futuro será difícil dizer aos países não-integrados no G14 que já não são bem-vindos.

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