Entidades criticam passividade do Estado haitiano após terremoto

Porto Príncipe, 29 jan (EFE).- Uma organização de defesa dos direitos humanos e uma comissão religiosa denunciaram a inércia e a passividade do Estado haitiano em agir diante das consequências do terremoto de 12 de janeiro passado.

EFE |

Segundo informa hoje a agência local "AlterPresse", a comissão episcopal Justiça e Paz (Jilap) enviou uma carta aberta ao primeiro-ministro haitiano, Jean Max Bellerive, na qual denuncia que "o Estado é fraco, quase inexistente, ultrapassado pelos eventos".

Para a Rede Nacional de Direitos Humanos (RNDDH), é alarmante que a crise seja sentida "inclusive nas áreas não-devastadas pelo terremoto: a escola, a justiça, a administração pública não funcionam em todo o país", ressalta um comunicado da organização.

A RNDDH pede ao Estado para atuar urgentemente para ajudar os desabrigados, restabelecer as vias de comunicação e as redes elétricas e telefônicas, bem como informar a população com transparência.

Ambos os organismos lamentam a "superficialidade" da declaração do estado de emergência proclamado em todo o país pouco depois do terremoto. Eles consideram que é uma fórmula desprovida de qualquer sentido.

Por fim, as entidades demonstram insatisfação pelo aumento da insegurança nos campos de refugiados, onde após duas semanas de relativa tranquilidade devido à comoção imediata ao terremoto começam a ser registrados níveis frequentes de insegurança no país, como roubos, agressões ou violações. EFE fjo/sa

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