Entidade dos EUA que combate cegueira ganha prêmio milionário

LISBOA (Reuters) - A organização norte-americana sem fins lucrativos Helen Keller ganhou nesta sexta-feira um dos maiores prêmios científicos do mundo por seu trabalho de prevenção da cegueira infantil em países em desenvolvimento. A entidade recebeu 1 milhão de euros (1,43 milhão de dólares) da Fundação Champalimaud, de Portugal. Criado em 2006, o prêmio anual da fundação se destina a trabalhos relacionados à visão.

Reuters |

"É o reconhecimento de um trabalho extraordinário que dá luz à sombra, esperança ao desesperançado, para milhões de pessoas na África, especialmente em Moçambique, e na Ásia", disse Leonor Beleza, a diretora da fundação, na cerimônia de premiação.

A quantia se equipara às 10 milhões de coroas suecas (1,39 milhão de dólares) do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina.

A fundação elogiou "a liderança de muitas décadas da Helen Keller no controle mundial da deficiência de vitamina A -- "causa principal da cegueira infantil e grande responsável pela mortalidade infantil" -- que disse ter ajudado a salvar a visão e as vidas de milhões.

A Helen Keller mantém programas em 22 países, a maioria na África e Ásia, concentrando seus esforços no combate e tratamento da cegueira, que pode ser evitada, incluindo casos de catarata, tracoma e oncocercose, como também a subnutrição.

A diretora da Helen Keller, Kathy Spahn, disse que o prêmio seria usado para o envolvimento de mais profissionais nas suas atividades, mais treinamento de equipes e também que "fará uma enorme diferença para nossos beneficiários, os mais vulneráveis e desfavorecidos."

A entidade foi fundada em 1915 para ajudar soldados que haviam ficado cegos na Primeira Guerra Mundial e leva o nome da falecida escritora e ativista cega e surda Hellen Keller.

A fundação foi criada com recursos do industrial Antonio Champalimaud, de Portugal, que faleceu em 2004.

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