Entidade acusa Israel de não respeitar liberdade de imprensa

Jerusalém, 17 nov (EFE).- A Associação da Imprensa Estrangeira (FPA, em inglês) de Israel acusou hoje o Estado israelense de não respeitar a liberdade de imprensa por não permitir a entrada de jornalistas na Faixa de Gaza há 12 dias.

EFE |

A FPA assegurou em comunicado que "ficou claro que o objetivo oficial de Israel é bloquear a entrada de repórteres" na faixa territorial palestina, o que constitui "uma séria violação" à liberdade de informação.

Para a associação, este "fechamento sem precedentes" representa um descumprimento por Israel de sua responsabilidade de permitir aos repórteres trabalhar na região, e é "contrário à insistência de Israel de que (o país) é uma democracia que respeita a liberdade de imprensa".

A imprensa estrangeira atua como uma "janela", através da qual o mundo vê o que acontece em Gaza, diz a nota da FPA, que incentivou os seus membros a pedirem aos seus Governos que pressionem Israel para suspender o bloqueio.

As passagens para a área palestina, onde reside um milhão e meio de pessoas, permanecem fechadas desde o último dia 13, em resposta ao lançamento de foguetes pelas milícias palestinas.

Os ataques palestinos começaram após Israel realizar, na noite anterior, uma incursão na Faixa de Gaza na qual morreram seis milicianos.

A série de ataques e contra-ataques que aconteceram desde então, na qual morreram 15 palestinos, colocou em perigo a manutenção da trégua válida na região desde o último mês de junho, quando Israel e o Hamas chegaram a um acordo para um cessar-fogo de seis meses.

A população de várias áreas da Faixa de Gaza sofre constantes cortes de eletricidade por falta de combustível, enquanto a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) suspendeu sua repartição de alimentos e bens básicos e advertiu sobre uma possível catástrofe humanitária caso as passagens não sejam abertas em breve.

A imprensa israelense informou hoje que as autoridades militares permitirão a passagem de 30 caminhões com ajuda humanitária, mas não a entrada de combustível. EFE aca/fh/jp

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