Enterrado governador assassinado na Colômbia

O governador da província de Caquetá (sul), Luis Francisco Cuéllar, sequestrado e degolado pelas Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, foi enterrado nesta quinta-feira em Bogotá, em meio à indignação generalizada.

AFP |

Coberto com as bandeiras da Colômbia e de seu departamento, o caixão foi levado ao cemitério Jardines del Recuerdo, zona norte da capital colombiana, às 16H00, hora local (21H00 GMT), acompanhado pela tristeza dos presentes, em maioria familiares do político.

"É o Natal mais amargo de minha vida", disse, entre soluços, Imelda Galindo, esposa do político asesinado.

Procedente de Florencia, capital de Caquetá, onde recebeu uma despedida com flores e lenços brancos, o corpo recebeu, mais cedo, a homenagem do presidente Alvaro Uribe num aeroporto militar de Bogotá.

Na Base Aérea de Catam, Uribe e o ministro da Defesa, Gabriel Silva, se reuniram com os parentes de Cuéllar por 30 minutos.

Segundo Norma Victoria, filha do político, o presidente colombiano pediu desculpas à família pela morte de seu pai. El sabe que era obrigação de seu governo protegê-lo com eficácia", disse.

Uribe também se comprometeu, na Base, a reforçar a segurança dos 32 governadores do país.

As Farc, que contam com entre 6.000 e 10.000 combatentes, são a guerrilha mais antiga da Colômbia, com 45 anos de luta armada.

Cuéllar, que completaria 69 anos na terça-feira, foi sequestrado na noite de segunda-feira por um comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Depois de arrastá-lo ante a recusa do político de caminhar pela selva, os insurgentes o degolaram antes da meia-noite.

O governador, eleito com o apoio do Movimento Social Indígena em outubro de 2007, já havia sido sequestrado quatro vezes antes de assumir como governador de Caquetá, uma região de forte presença das Farc.

O sequestro e assasinato de Cuéllar foi o crime mais grave contra um político na Colômbia desde que o presidente Alvaro Uribe assumiu o poder em agosto de 2002, e provocou críticas à política de segurança de seu governo. O crime deixou em suspenso uma anunciada libertação de dois reféns da guerrilha.

sab/fp/sd

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