Nicósia, 15 dez (EFE).- O ex-presidente de Chipre Tassos Papadopoulos, responsável pela entrada da ilha na União Européia (UE) morto na sexta-feira por um câncer de pulmão, foi enterrado hoje, após um funeral de Estado assistido pelos máximos representantes políticos do país.

As honras fúnebres foram presididas pelo atual presidente, Dimitris Christofias, e pelo primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis.

O ato religioso começou pouco depois das 11h locais (7h de Brasília) e foi ceçebrado pelo arcebispo do Chipre, Chrysostomos II, na igreja ortodoxa de Santa Sofia, onde se formou uma guarda de honra de soldados e policiais.

A primeira vice-presidente do Parlamento europeu, Rodi Kratsa Tsangaropoulou e dirigentes de todos os partidos e das delegações diplomáticas no Chipre assistiram o ato.

Papadopoulos presidiu Chipre entre 2003 e este ano e foi quem assinou em abril de 2004 o Tratado de Adesão do Chipre à UE e quem apostou pela entrada da ilha na Eurozona, um objetivo conseguido durante seu mandato, em 1º de janeiro de 2007.

Ele se opôs vigorosamente ao plano da ONU para reunificar a ilha, dividida entre as comunidades grega e turca, ao considerar que não seria uma solução equilibrada e que significaria dissolução da República do Chipre.

Formado em Direito em Londres e advogado de profissão, Papadopoulos, que estava com 74 anos, foi membro ativo do Eoka, a organização clandestina que lutou contra o domínio britânico na ilha.

Também participou das negociações para a independência de Chipre, finalizadas em 1959 com a assinatura dos tratados que criaram, em 1960, a nova república mediterrânea.

Durante seus 50 anos de carreira política, ocupou ainda os cargos de ministro do Interior, Finanças, Trabalho e Seguridade Social, Saúde e Agricultura e Recursos Naturais. EFE fl/jp

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