que morreu na terça-feira após uma greve de fome de dois meses e meio, foi sepultado nesta quinta-feira na cidade de Banes, a 850 quilômetros a leste de Havana, sob intensa vigilância dos agentes de segurança, informou à AFP a mãe do dissidente, Reina Tamayo." / que morreu na terça-feira após uma greve de fome de dois meses e meio, foi sepultado nesta quinta-feira na cidade de Banes, a 850 quilômetros a leste de Havana, sob intensa vigilância dos agentes de segurança, informou à AFP a mãe do dissidente, Reina Tamayo." /

Enterrado em Cuba preso político morto após greve de fome

O preso político Orlando Zapata, http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/02/24/dissidente+cubano+preso+morre+apos+85+dias+de+greve+de+fome+9407358.htmlque morreu na terça-feira após uma greve de fome de dois meses e meio, foi sepultado nesta quinta-feira na cidade de Banes, a 850 quilômetros a leste de Havana, sob intensa vigilância dos agentes de segurança, informou à AFP a mãe do dissidente, Reina Tamayo.

AFP |

"Acabamos de sepultá-lo, muitos irmãos (dissidentes) me acompanharam, mas fomos reprimidos até o último instante do percurso", disse Reina, de 60 anos, muito emocionada, por telefone dessa localidade na província oriental de Holguín.

AFP
Orlando Zapata, em foto de 2003
Orlando Zapata, em 2003
O velório de Zapata, de 42 anos, que foi detido em 2003 para cumprir 32 anos por desacato, desordem, entre outras acusações, ocorreu na quarta-feira. Segundo opositores, o enterro desta quinta-feira foi realizado sob forte vigilância de agentes de segurançaprisões domicilares .

Depois da morte, 30 dissidentes foram detidos provisoriamente , muitos em suas casas, pelos serviços de segurança cubanos para evitar a presença dos opositores no funeral. No entanto, vários conseguiram viajar a Banes, na Província de Holguín.

Acompanhada de dezenas de opositores, a mãe de Zapata encabeçou o cortejo em um percurso de poucos quilômetros da casa até o cemitério.

"Queríamos carregar meu filho nos braços, mas não pudemos. O levamos de minha casa ao cemitério no carro fúnebre", contou.

Em um ato incomum, o presidente cubano, Raúl Castro, lamentou na quarta-feira a morte de Zapata , mas irritou mais uma vez a comunidade internacional ao negar a prática de torturas em Cuba e responsabilizar o governo dos Estados Unidos, o qual acusou de financiar a oposição com US$ 50 milhões anuais.

"A morte de meu filho tem que me dar muita força, valor. Essa mãe não admite nenhuma mensagem de condolências de Raúl Castro, porque eles mataram meu filho", disse Reina, que tinha casa vigiada por dezenas de agentes de segurança.

Zapata morreu no hospital de Havana para o qual foi transferido da prisão em consequência das sequelas da greve de fome que iniciou em dezembro para protestar contra as condições carcerárias.

Ele era considerado pela Anistia Internacional um dos 55 "prisioneiros de consciência" dos 200 presos políticos de Cuba.

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