Em março de 2008 foram realizadas as eleições presidencias do Zimbábue, país governado pelo ditador Robert Mugabe há 28 anos.

O partido da oposição, Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), liderado por Morgan Tsvangirai, venceu o 1º turno do pleito, porém, não com vantagem suficiente para evitar um 2º turno.

Desde então, o MDC vem denunciando uma série de ataques contra seus partidários o que ocasionou diversas mortes. O governo, liderado por Mugabe, nega todas as acusações. O próprio Tsvangirai sofreu com essas pressões. Ele foi detido quatro vezes pela polícia local acusado de traição, mas em todas conseguiu ser libertado sem sofrer violência.

No dia 19 de junho aconteceram dois fatos que, para muitos, foi o estopim para Tsvangirai abandonar as eleições. A mulher do prefeito da capital do Zimbábue, Harare, e mais quatro pessoas foram encontradas mortas e com sinais de tortura em seus corpos. Além disso, Tendai Biti, um dos líderes da oposição, foi detido pelo governo acusado de subversão, crime passível de pena de morte no país. Tendai continua preso aguardando julgamento.

Candidatura retirada

Preocupado com o que chamou de "onda de violência" contra partidários, Tsvangirai retirou sua candidatura no dia 22 de junho, cinco dias antes das eleições, deixando Mugabe como candidato único.

Temendo pela própria vida, no dia 23, Tsvangirai se refugiou na embaixada da Holanda no Zimbábue, onde ficou por quatro dias, até a manhã de quarta-feira (25), quando saiu e pediu um governo de transição para o país.

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