Enriquecimento de urânio será debatido com Coreia do Norte, dizem EUA

Washington, 16 dez (EFE).- O enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, afirmou hoje que o programa de enriquecimento de urânio de Pyongyang será incluído na agenda dos temas que serão abordados quando da retomada do diálogo de seis lados sobre o programa nuclear do país asiático.

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Bosworth acaba de retornar da Coreia do Norte, onde voltou a movimentar as conversas das quais participam seu país, China, Rússia, Japão e as duas Coreias. Em declarações à imprensa, o enviado disse que esta questão "claramente estará na agenda quando o diálogo for retomado".

"Eles mesmos puseram o assunto (na agenda) ao anunciar publicamente que tinham concluído a primeira fase experimental de um programa de enriquecimento de urânio", explicou em entrevista coletiva.

Durante anos, o regime liderado por Kim Jong-il negou ter um programa de enriquecimento de urânio, o que permitiria a fabricação de uma bomba nuclear.

Porém, em junho, o Governo norte-coreano anunciou que tinha começado esse processo, em resposta às sanções da ONU por seu teste atômico de maio. Em setembro, informou que tinha começado sua "última fase".

Nas reuniões que Bosworth teve na semana passada em Pyongyang, onde se reuniu com o vice-ministro de Assuntos Exteriores norte-coreano, Kang Sok-ju, e o principal negociador no diálogo nuclear, Kim Kye-gwan, as duas partes se centraram sobre o programa nuclear baseado na produção de plutônio.

Primeiro enviado do Governo do presidente americano, Barack Obama, a visitar Pyongyang, Bosworth disse que a Coreia do Norte "aceitou a importância" do diálogo de seis lados e que "gostaria retomá-lo", além de ressaltar o caráter essencial da declaração conjunta de 2005.

Segundo o enviado, quando as negociações recomeçarem, um dos primeiros desafios será acordar uma "sequência" para a desnuclearização. Depois, será possível debater outros assuntos, como um novo tratado de paz, o fornecimento de ajuda energética e econômica, a normalização das relações e a criação de uma estrutura de segurança para o nordeste da Ásia.

O representante americano entregou às autoridades norte-coreanas uma carta de Obama dirigida a Kim Jong-il, confirmou hoje o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, embora Bosworth tenha mantido o silêncio e insistido em que ele foi a "mensagem" do líder.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, não quis entrar em detalhes hoje sobre a correspondência diplomática, mas revelou que a carta de Obama pretende convencer os norte-coreanos a "voltar à mesa de negociações e cumprir com os acordos que assinaram". EFE cae/bba

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