Enorme orçamento da defesa dos EUA é submetido a cortes marginais

O gigantesco orçamento americano da Defesa é o mais afetado pelos cortes efetuados pelo governo de Barack Obama no orçamento do exercício de 2010, mas estas economias continuam sendo marginais em relação aos 664 bilhões de dólares pedidos para as forças armadas.

AFP |

Cerca de 50% dos 17 bilhões de dólares de cortes sugeridos pela Casa Branca para o projeto de orçamento 2010 são referentes a programas de defesa, destacou um alto funcionário americano.

O maior corte provém da suspensão da compra de aviões de combates F-22 Raptor (Lockheed Martin e Boeing), que custaram 2,9 bilhões de dólares em 2009 e que segundo seus detratores não são mais adaptados aos conflitos atuais.

Segue um corte nos serviços de terceirização do Pentágono, reduzidos para 19,2 bilhões de dólares em 2010 (20,1 bilhões de dólares em 2009), e a suspensão de um satélite da Força Aérea que custava 768 milhões de dólares.

Um programa para a aquisição de novos helicópteros presidenciais, que já custou 13 bilhões de dólares aos cofres públicos, terá uma redução de 750 milhões de dólares.

Estes cortes se inscrevem na linha das propostas do secretário da Defesa, Robert Gates, que quer reformar em profundidade as aquisições do Pentágono.

Ele pretende priorizar as despesas vinculadas aos armamentos destinados a combater a insurreição no Iraque e no Afeganistão, em detrimento dos amplos programas elaborados para prevenir conflitos tradicionais entre Estados.

Contudo, levando-se em conta o orçamento astronômico do Pentágono, o maior dos Estados Unidos, que representa mais de 40% do conjunto das despesas militares mundiais, os bilhões de dólares de economias previstas para o próximo ano continuam sendo marginais.

O governo de Obama quer um orçamento para a defesa de 663,7 bilhões de dólares, entre os quais 130 bilhões para as guerras no Iraque e no Afeganistão, onde estão mobilizados cerca de 180.000 soldados.

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