Enfrentamentos em campo de refugiados palestinos no Líbano deixam 3 mortos

(atualiza com número de mortos e novas declarações) Beirute, 20 jul (EFE).- Pelo menos três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas sábado à noite em enfrentamentos entre grupos palestinos rivais dentro um campo de refugiados no sul do Líbano, informou hoje à Agência Efe Munir Makdah, representante da facção Fatah.

EFE |

Membros do Fatah e do grupo radical sunita Jund al-Sham se enfrentaram durante várias horas no campo de refugiados de Ain al-Hilweh, o maior do Líbano e situado aos arredores da cidade de Sidon (sul).

Makdah disse que a situação hoje está relativamente tranqüila em Ain al-Hilweh, onde prosseguem os contatos entre as facções palestinas para evitar novos atos de violência.

Além disso, revelou que entre as vítimas mortais se encontra Shehadeh Jawhar, acusado pelas autoridades libanesas de estar implicado no assassinato de quatro juízes em Sidon.

Em 8 de junho de 1999, elementos armados entraram no Tribunal de Sidon, matando quatro juízes e ferindo outras cinco pessoas.

Não se sabe, até agora, os motivos desse ataque, mas a Corte é encarregada de julgar os crimes vinculados à droga e às atividades terroristas.

Makdah acrescentou que as autoridades libanesas nunca apresentaram qualquer processo específico para deter Jawhar nem outra pessoa implicada no crime do tribunal de Sidon.

Jawhar tinha sido membro do Osbat al-Ansar, outro grupo radical que tem sua base em Ain al-Hilweh, mas após seu retorno do Iraque não se uniu a nenhum grupo, segundo Makdah.

Também disse que os choques de sábado à noite começaram por uma disputa pessoal que tomou outras proporções e que os seis feridos são todos civis.

Os choques entre facções no interior dos campos de refugiados palestinos no Líbano são freqüentes.

Há pouco mais de um ano, em junho de 2007, membros da organização Fatah al-Islam entraram em confronto com o Exército durante três meses no campo de refugiados de Nahr al-Bared, no norte do país, combates nos quais morreram 163 militares e 222 milicianos.

As zonas que recebem os deslocados são governadas por comitês populares, enquanto o Exército libanês se limita a controlar os pontos de acesso. EFE ks/gs/db

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