Energia será tema obrigatório em reuniões presidenciais, diz Lugo

Assunção, 6 mai (EFE) - O aproveitamento dos recursos energéticos do Paraguai com Argentina e Brasil será um tema ineludível nas futuras reuniões com os chefes de Estado dos dois países, assegurou hoje o presidente paraguaio eleito, Fernando Lugo.

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O ex-bispo estabeleceu como eixo de sua campanha a necessidade de renegociar com o Brasil o contrato da hidroelétrica de Itaipu e o mesmo pretende com a Argentina no de Yacyretá, ambas sobre o Rio Paraná, para aumentar o preço da energia que o Paraguai cede a essas nações vizinhas.

Ele lembrou que em sua campanha "focalizou" o que ele chama de "soberania energética" e afirmou que essa questão será "ineludível em todos os encontros ou cúpulas" presidenciais que tiver "com ambos os presidentes, tanto do Brasil como da Argentina".

Em entrevista coletiva, Lugo não descartou que fale sobre esses temas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a chefe de Estado argentina, Cristina Kirchner, na cúpula presidencial União Européia - América Latina.

O encontro ocorrerá na próxima semana em Lima, e Lugo participará junto ao atual presidente paraguaio, Nicanor Duarte.

"Não sei se dá a agenda da Cúpula, acho que é um tema ineludível", reafirmou Lugo, que lembrou que no caso de Itaipu uma equipe técnica foi formada para negociar, a partir de 16 de agosto, o dia seguinte de sua posse presidencial, com outro grupo similar que será criado no Brasil.

O presidente paraguaio eleito disse que, nesse sentido, recebeu a promessa de Lula e do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, de iniciar uma série de reuniões.

Lugo considera vital a renegociação do Tratado de Itaipu, assinado há mais de 35 anos, ao considerar que o Paraguai deve receber pelo menos seis vezes mais que o preço atual da energia que lhe cede por não aproveitá-la.

O tratado de Itaipu descarta a venda a terceiros países e prevê que a nação que não usar a energia que lhe corresponde tem que vendê-la ao parceiro ao preço de custo, e não de mercado, como pretende o futuro governante paraguaio. EFE lb/db

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