Energia nuclear faz parte da agenda da visita de François Fillon à Argélia

Paris, 20 jun (EFE).- O primeiro-ministro da França, François Fillon, inicia amanhã uma visita oficial à Argélia na qual se prevê a assinatura de acordos de cooperação nas áreas de energia nuclear civil e defesa, e na qual tentará resolver as reservas argelinas diante do projeto de União pelo Mediterrâneo (UPM).

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Na sua visita de dois dias ao país norte-africano, na qual será acompanhado pelo ministro da Defesa da França, Hervé Morin, e de uma delegação de empresários, Fillon se reunirá com as principais autoridades argelinas, inclusive com o presidente Abdelaziz Bouteflika.

Até o momento, Argel não confirmou a presença de Bouteflika na cúpula do próximo dia 13 de julho em Paris para o lançamento do projeto impulsionado por seu colega francês, Nicolas Sarkozy, e modificado e rebatizado pela União Européia de "Processo de Barcelona: União pelo Mediterrâneo".

Um projeto que as autoridades civis e militares argelinas dizem que não está claro, além do problema de que entre os presentes na cúpula estará o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Quanto ao restante, se espera na visita de Fillon, a primeira oficial de um primeiro-ministro francês em 22 anos, que sejam assinados acordos de cooperação em matéria de defesa e de energia nuclear civil, informou hoje o jornal "Le Figaro".

Durante a visita de Sarkozy à Argélia em dezembro passado foi esboçado o acordo em matéria de energia nuclear civil, que prevê a transferência de tecnologia e uma contribuição técnica e financeira da França.

Paris ajudará a Argélia a construir centrais nucleares nos próximos vinte anos, o que permitirá que o país norte-africano prepare a era do pós-petróleo e o grupo nuclear francês Areva a assinar contratos e participar da prospecção de urânio.

O relançamento das relações entre Paris e sua ex-colônia inclui também um protocolo de cooperação militar inédito, que corresponde à formação e intercâmbios de pessoal e que deveria abrir a porta à venda de armamento para a Argélia.

Em Paris se acredita, diz o jornal, que a Argel poderia se interessar pela compra de uma fragata ou de helicópteros.

Também se prevê a assinatura de um protocolo de cooperação no campo dos impostos, seguros e bancos. EFE al/fal

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