Encostas do Vesúvio são vigiadas permanentemente

Quase dois mil anos depois de ter sepultado as cidades de Pompeia e Herculano, o Vesúvio ainda representa perigosa ameaça para os moradores de Nápoles e seus arredores e exige vigilância contínua, com sofisticados sistemas.

AFP |

"O Vesúvio é um vulcão ativo, um dos mais perigosos do mundo; em caso de erupção, afetaria diretamente 600.000 pessoas, pelo que é vigiado permanentemente", explicou à AFP o vulcánologo Claudio Scarpati, professor da Universidade de Nápoles, sul da Itália.

Situado em frente à baía de Nápoles, a nove quilômetros de distância da capital, ao sul dos Apeninos, tem 1.300 metros e se apresenta coberto por centenas de aparelhos que medem cada minúsculo movimento.

A atividade sísmica, a temperatura do gás, qualquer deformação do terreno é escrupulosamente observada.

Os aparelhos, alguns visíveis ao longo do caminho que leva os turistas à cratera, transmitem durante 24 horas sinais sobre sua atividade, monitorados pelo Observatório do Vesúvio, em Nápoles.

Os dados mensais do satélite europeu Envisat sobre o movimento do solo permitem completar e atualizar a informação.

O Vesúvio, famoso pela erupção do ano 79, que permitiu tornar conhecidos detalhes surpreendentes da cultura e da vida romana na Idade Antiga, conservados sob a lava solidificada, entrou em erupção muitas vezes.

Desde o século XIX é estudado; o primeiro observatório foi construído em 1845 por ordem do rei da Sicília, Fernando II de Bourbon.

A última erupção aconteceu em março de 1944, quando a Itália era campo de batalha da Segunda Guerra Mundial.

O vulcão expeliu lava durante onze dias e destruiu várias localidades, entre elas San Giorgio em Cremano, deixando 26 mortos e 12.000 desabrigados.

O Vesúvio tem estado inativo desde 1944 e o período atual de calma é o mais longo dos últimos 500 anos, o que aumenta o temor sobre futuras erupções.

"O magma está a 10 quilômetros de profundidade e apresenta atividade sísmica normal", tranquiliza o vulcanólogo Scarpati.

Para Francesco Russo, presidente do Colégio de Geólogos da região de Nápoles, existe "27% de risco" de que se produza uma erupção nos próximos 100 anos.

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