As equipes que trabalham em Nova York para recuperar os destroços do avião da US Airways, acidentado no rio Hudson, encontraram, neste sábado, uma turbina presa à asa, apesar do impacto do pouso de emergência.

"O motor direito ainda está na asa", disse à AFP o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, sigla em inglês), Peter Knudson.

As autoridades acreditavam que ambas as turbinas tivessem se soltado no acidente e que estariam no fundo do rio. Com a ajuda de um sonar e de uma equipe de mergulhadores, as buscas prosseguiam nas geladas águas do rio Hudson.

Os investigadores também devem interrogar, ainda hoje, Chesley Sullenberger, o piloto que virou herói nacional por sua incrível aterrissagem, cinco minutos depois de decolar de Nova York.

O Airbus A-320 acidentado estava quase que totalmente submerso na água no sábado, amarrado a um cais no extremo-sul de Manhattan (Nova York, nordeste), para onde havia sido rebocado vazio, horas depois do acidente.

Ainda não se sabe a causa da avaria sofrida pela aeronave, após decolar do aeroporto nova-iorquino de La Guardia, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, e que provocou sua queda menos de cinco minutos depois.

Uma equipe do NTSB, dirigida pelo investigador veterano Robert Benzon, começou a trabalhar ontem, em Nova York, para determinar as causas exatas do acidente.

Os especialistas acreditam que o problema possa ter sido a colisão com um bando de gansos, ou outros pássaros de tamanho similar que habitam nessa área, que teriam causado danos catastróficos nas turbinas.

O NTSB destacou que, quando a operação tiver terminado, será possível rever a fuselagem e as asas.

"Se os pássaros provocaram algum tipo de dano, acho que isso ficará à vista", disse, em entrevista coletiva, Kitty Higgins, membro da equipe da NTSB. "É uma peça muito importante do quebra-cabeça" da investigação, frisou.

Na sexta-feira, Higgins afirmou que, até o momento, não tinha sido possível recuperar as "caixas-pretas" que gravam os dados do vôo, mas que essa será a primeira tarefa depois que a aeronave for retirada do rio.

"Recuperar os gravadores não foi possível dentro d'água", explicou Higgins.

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