Encontrada 19ª cabeça em três dias, no México

A cabeça de um homem de 50 anos foi encontrada, no sábado, em um frigobar, junto com duas mensagens intimidadoras, na frente de uma casa, no estado mexicano de Guerrero (sul), informou a polícia estadual, acrescentando que cinco pessoas também foram executadas ontem.

AFP |

Com isso, já são 19 cabeças encontradas entre quinta e sábado, no México.

Após receber uma denúncia anônima, policiais foram até uma casa do município de Petatlán, na frente da qual havia um frigobar. Ao abri-lo, encontraram "em seu interior a cabeça de uma pessoa do sexo masculino, de pele branca", relatou a Secretaria de Segurança Pública de Guerrero, em uma nota.

Junto, havia duas cartolinas verdes com recados ameaçadores. Um deles dizia: "esta mensagem é para Rogaciano Alba Álvarez (morador da casa) e para Reynaldo Zambada García. Putos miseráveis, não se matam crianças nem mulheres. Vamos matar homens. Compadres, acontecerá o mesmo com quem ajudá-los. Atentamente 'g'".

A polícia já identificou o homem de 50 anos, que é de Zihuatanejo, enquanto que Alba Álvarez é um ex-dirigente de uma associação pecuarista que, explicaram os agentes, encontra-se imerso em uma guerra com um bando liderado por Rubén Granados, conhecido como "El Nene".

O grupo de Alvárez sofreu, em maio passado, uma série de ataques, nos quais 17 pessoas morreram, entre elas dois de seus filhos. Já a mulher, a cunhada e duas filhas de 8 e 12 anos de Rubén Granados foram executadas na última quinta.

A aparição da cabeça humana em frente à casa de Alba Álvarez seria uma resposta a este último homicídio, segundo a polícia.

No sábado, também foram encontradas duas irmãs decapitadas em Durango (norte). Na quinta, a polícia achou 12 homens sem cabeça perto de Mérida (Yucatán, sudeste) e, na sexta, apareceram três em Nogales (Sonora), e um, em Madera (Chihuahua, norte).

Ainda no sábado à noite, foram encontrados os corpos de dois mineiros em uma caminhonete e o de um jovem, de 22, no município de Iguala, o de um pecuarista, em Coycuca de Catalán, e o de um camponês de Teloloapán, sobre quem "deixaram cair uma pedra de tamanho regular sobre a cabeça, o que causou sua morte", acrescentou a Secretaria de Segurança, neste domingo.

gbv/tt

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