Enchentes na Tailândia devem durar pelo menos um mês

Primeira-ministra diz que nível da água em várias regiões do país pode levar até seis semanas para baixar

iG São Paulo |

A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, afirmou neste sábado que deve levar pelo menos um mês ou até seis semanas para que o nível da água baixe em várias áreas do país, que sofre com as piores enchentes em 50 anos, causadas por intensas chuvas de monção que começaram em julho.

AFP
Moradores passam por carro em rua inundada de Bangcoc, capital da Tailândia

Várias áreas da periferia da capital, Bangcoc, continuam inundadas neste sábado, apesar dos esforços das autoridades para levantar diques e drenar a água de volta para o mar através de suas redes de canais.

"As águas chegaram a Bangcoc, o coração da economia e da administração, e temos de garantir a segurança de todos os lugares importantes, como palácios, prédios governamentais, as principais estradas e serviços públicos", disse Yingluck Shinawatra.

Yingluck pediu à população que não entre em pânico, mas que adote medidas de precaução, como elevar móveis e eletrodomésticos e outros pertences para locais altos diante da possibilidade da água inundar a cidade, na qual vivem 10 milhões de habitantes.

O governador de Bangcoc, Sukhumbhand Paribatra, deu neste sábado a ordem para remover imediatamente os moradores de 27 comunidades situadas fora das barreiras de proteção ao longo do rio Chao Phraya.

Em frente a inúmeros prédios públicos, casas e negócios do centro da cidade barreiras com sacos de areia foram erguidas. Em outras áreas da cidade os moradores construíram nas calçadas muros de tijolos de um metro de altura. Neste sábado, o departamento de prevenção de desastres elevou para 356 o número de mortos pelas inundações desde o início de julho, quando os primeiros rios transbordaram com a chegada das chuvas de monção.

Após as duras críticas pela gestão da crise, a primeira-ministra, no cargo desde agosto, pediu unidade aos órgãos oficiais e à população na luta contra as inundações e pediu aos cidadãos que ajudem uns aos outros.

Na sexta-feira, o governo declarou estado de desastre depois que a água começou a alagar bairros residenciais a 15 quilômetros ao norte do coração da capital.

Ao menos 28 províncias do planalto central, um terço da superfície total do país, permanecem alagadas, assim como mais de 10% do total da superfície dedicada à agricultura.

Nestas províncias, Yingluck disse que foram abertos 1.743 centros onde estão alojados 113.369 moradores.

Com AFP e EFE

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