Enchentes matam pelo menos 120 pessoas no Vietnã e na China

Por Ho Binh Minh HANÓI (Reuters) - Enchentes vindas do sul da China aumentaram os níveis dos rios no norte do Vietnã na terça-feira, piorando as inundações que mataram pelo menos 120 pessoas nos dois lados da fronteira.

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As enchentes no norte e no centro do Vietnã mataram 86 pessoas desde a última sexta-feira. Entre os mortos, estão oito crianças. No sudoeste da China, 34 pessoas morreram devido às enchentes e deslizamentos de terra.

O Vietnã, terceiro maior exportador de arroz do mundo, ainda não divulgou nenhuma estimativa de colheita na região produtora do delta do norte, mas o governo disse que quase 260 mil hectares de plantações de arroz, milho, cana-de-açúcar e frutas ficaram submersos.

No entanto, a principal área agrícola do país --que inclui as áreas altas do centro, onde há plantações de café; além do delta de Mekong, produtor de arroz-- não foi afetada pela enchentes, embora a chuva tenha interrompido a colheita de café na semana passada.

As enchentes raramente afetam as árvores de café plantadas nos morros de cinco províncias centrais, a 1.400km da capital vietnamita, Hanói. O delta de Mekong, que produz a maior parte do arroz para exportação, fica ainda mais ao sul.

Na terça-feira, mais chuvas caíram sobre Hanói, que teve sua pior enchente desde 1984. Autoridades registraram 20 mortes na capital e áreas adjacentes por afogamento, choques elétricos e raios.

As escolas de Hanói ficaram fechadas na terça-feira e muitas ruas continuam submersas.

"Este desastre natural é o maior de todos os tempos em Hanói", disse Pham Quang Nghi, chefe do Partido Comunista na capital, segundo publicou a mídia estatal na segunda-feira.

O centro nacional de meteorologia informou que mais chuvas virão no fim de semana.

Na província de Yunnan, no sudoeste da China, os deslizamentos de terra causados pela chuva forte mataram pelo menos 26 pessoas e 45 estão desaparecidas, segundo a mídia estatal chinesa. Já em Guangxi, a leste de Yunnan, houve oito mortos.

O ministério da Saúde do Vietnã ressaltou a necessidade das áreas atingidas se prepararem para surtos de doenças como cólera e dengue. Os moradores de Hanói e de 17 outras províncias estão sofrendo com a falta de água potável e comida, além dos cortes de energia.

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