Enchentes ameaçam 20 mil casas na Austrália

Rio Brisbane continua subindo e deve atingir nível máximo na quinta-feira; número de mortos subiu para 12 na região

iG São Paulo |

As enchentes que atingem a Austrália ameaçam pelo menos 20 mil casas, segundo informaram nesta quarta-feira autoridades de Brisbane, capital do Estado de Queensland e a terceira maior cidade do país.

Desde segunda-feira, doze mortes já foram registradas na região. Em todo o país, o número de mortos pelas enchentes, que começaram em novembro, chega a 22. Pelo menos 50 pessoas estão desaparecidas.

Brisbane, que tem uma população de 2 milhões de pessoas, é a última cidade a ser atingida pelas fortes chuvas. Nesta quarta-feira, muitos moradores deixaram suas casas ou fizeram adaptações para se proteger das enchentes, colocando objetos de valor e mantimentos no telhado.

O nível do rio Brisbane continua a subir e, segundo o prefeiro Campbell Newman, deve atingir seu nível máximo na quinta-feira. Nas próximas 48 horas, o rio que cruza a cidade poderá deixar bairros inteiros submersos.

De acordo com o prefeito, uma previsão feita por meteorologistas estima que a água cobrirá uma área que abrange 2.100 ruas e 3.500 estabelecimentos, além das 20 mil casas.

'Supertempestade'

Na segunda-feira, carros e pedestres foram arrastados por uma "supertempestade" que provocou enxurradas nas ruas de Toowoomba, uma localidade a oeste de Brisbane. A polícia disse que mais de 40 pessoas foram retiradas de helicópteros dos telhados de suas casas.

As inundações nos Estado de Queensland são as piores em 50 anos, e a polícia alerta que o número de mortos pode aumentar.

As enchentes em Queensland chegaram a cobrir uma área equivalente à da França e Alemanha, causando danos estimados em US$ 6 bilhões. A exploração de carvão, o turismo e a agricultura foram muitos afetados. Economistas preveem que as chuvas prejudicarão o crescimento econômico australiano, além de provocar inflação. O Banco Central deve adiar de fevereiro para maio um aumento na taxa de juros. 

A primeira-ministra Julia Gillard disse que a catástrofe não afetará a meta de retomada do superávit fiscal em 2012/13. Por outro lado, o Banco Nacional da Austrália disse que o crescimento do PIB será 0,25 ponto percentual menor neste trimestre e no anterior.

*Reuters, AP e BBC

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