Autoridades constatam maior participação que no primeiro turno" / Autoridades constatam maior participação que no primeiro turno" /

Encerrado segundo turno das eleições legislativas do Irã

O segundo turno das eleições legislativas iranianas para a escolha de 82 deputados foi encerrado às 21h locais desta sexta-feira (13h30 de Brasília) após três horas de prorrogação do horário, apesar de os conservadores já terem obtido uma cômoda maioria no primeiro turno. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/25/autoridades_iranianas_constatam_participacao_maior_do_que_no_primeiro_turno_1286389.htmlAutoridades constatam maior participação que no primeiro turno

Redação com agências internacionais |

"As votações foram realizadas até as 21h00 nas 54 circunscrições", afirmou o ministério do Interior em um comunicado divulgado pela agência oficial Irna.

O vice-ministro encarregado das eleições, o general Alireza Afshar, anunciou por sua vez que os primeiros resultados começarão a ser divulgados "a partir da manhã de sábado".

Ele também confirmou que a taxa de participação havia sido baixa, apesar de maior que há quatro anos. "As cifras são boas porque a participação aumentou em relação ao segundo turno das legislativas de quatro anos atrás", quando a participação foi de 20%", disse, citado pela agência Mehr.

Os eleitores escolheram seus representantes entre 164 candidatos, incluindo 12 mulheres, para cobrir as 82 cadeiras de um total de 290.

Um dos primeiros a vota foi o aiatolá Ali Khamenei, guia supremo iraniano, pouco depois das 08h00 locais, segundo imagens da televisão.

Khamenei pediu que os eleitores votassem "num bom parlamento".

"Temos que participar do segundo turno das eleições com a mesma motivação e o mesmo sentimento de compromisso e obrigação com o qual participamos do primeiro", disse a máxima autoridade do regime iraniano à televisão estatal.

Já o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, destacou a importância do Parlamento e dos deputados para "criar um ambiente de unanimidade nacional".

No primeiro turno, realizado em 14 de março, os conservadores obtiveram dois terços das cadeiras, uma tendência que deve se confirmar no segundo turno.

O Parlamento, eleito para um período de quatro anos, está sob controle conservador desde 2004.

Os últimos comícios foram caracterizados por uma desqualificação em massa por parte das autoridades dos candidatos reformistas.

Cerca de 2.000 candidatos, em maioria reformistas, foram impedidos de se apresentar para as eleições.

No primeiro turno, os reformistas obtiveram 30 cadeiras.

Durante a campanha, não foi autorizado nenhum debate pela rádio ou televisão estatal. A deterioração da situação econômica e a crescente inflação são as maiores preocupações dos eleitores iranianos.

Segundo o Ministério do Interior, que anunciou a provável divulgação dos resultados para amanhã, não houve incidentes de grande importância durante a votação.

Segundo turno

Aparentemente, a principal razão pela qual os eleitores voltaram a ser convocados às urnas para realizar um segundo turno foi porque conservadores e reformistas não apresentaram listas unitárias, como em outras ocasiões.

O eleitor iraniano tem que escolher dentre todas as listas o número de candidatos reservados para sua circunscrição. Em Teerã, por exemplo, são 30.

Segundo alguns analistas, muitos iranianos, em vez de escolherem o número de candidatos correspondentes às cadeiras reservadas para sua circunscrição, limitaram-se a marcar só alguns.

Isso explicaria o fato de muitos candidatos não conseguirem, no primeiro turno, quantidade de votos suficiente para a vitória eleitoral.

Em Teerã foram eleitos 19 deputados no primeiro turno das eleições parlamentares, e, agora, os eleitores têm que escolher 11 candidatos dentre os 22 que concorrem, seis deles mulheres.

Outras seis mulheres concorrerão pelo resto dos assentos em jogo com outros 152 candidatos.

Aproximadamente 21 milhões de iranianos estão convocados para escolher entre 164 candidatos para completar os 290 assentos do Parlamento, o 8º eleito desde a vitória da revolução islâmica, em 1979

(*Com informações das agências EFE e AFP)

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