Os colégios eleitorais fecharam suas portas às 20H00 locais (14H00 de Brasília) deste domingo em Belarus, após eleições legislativas consideradas um teste da vontade do presidente Alexander Lukashenko de se aproximar dos países ocidentais.

A Comissão eleitoral central publicará os resultados preliminares segunda-feira às 10H00 (O4H00 de segunda-feira em Brasília).

Mais do que estes resultados, o verdadeiro ponto em questão está na avaliação do processo pelos observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que publicarão suas conclusões segunda-feira às 15H00 (9H00 GMT) em Minsk.

Em caso de avanços democráticos nesta ex-república soviética considerada "a última ditadura da Europa", a União Européia prometeu uma suspensão das sanções que impedem 40 responsáveis bielo-russos, entre eles o presidente Lukashenko, de viajar nos países da UE.

A oposição de Belarus, um país de 10 milhões de habitantes, já denunciou, no entanto, estas eleições como não democráticas, e havia prometido manifestações assim que os colégios eleitorais fossem fechados.

Cumprindo a promessa, aproximadamente 300 manifestantes se reuniram neste domingo em Minsk, após o fechamento dos colégios eleitorais, para protestar contra a realização de legislativas "não democráticas", constatou um jornalista da AFP no local.

Na Praça de Outubro, eles agitavam cartazes denunciando uma "farsa" eleitoral e criticando o regime autoritário de Lukashenko, um aliado tradicional de Moscou que tenta melhorar suas relações com o Ocidente.

"Lukachenko, último ditador da Europa ", "Os ditadores para o lixo da história" "Não às bases militares russas", diziam os cartazes.

Os manifestantes, jovens militantes da oposição na maioria, agitavam bandeiras da União Européia e bandeiras laranjas, em referência à Revolução Laranja pró-democrática de 2004 na Ucrânia, e bandeiras brancas e vermelhas, as cores históricas de Belarus.

Poucos policiais vigiavam a manifestação, um contraste em relação às manifestações dos últimos anos em Belarus, sempre acompanhadas pelas forças antimotins. Somente homens à paisana filmavam os manifestantes.

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