Encerrada no México reunião de líderes democratas-cristãos

San Cristóbal del Rincón (México), 8 nov (EFE).- Líderes democratas-cristãos de 88 países e de mais de 100 partidos de centro-direita terminaram hoje no México uma reunião, convocada pela Internacional Democrata do Centro (IDC), onde condenaram o populismo, pediram a Cuba que respeite os direitos humanos e que ratifique dois tratados internacionais na matéria.

EFE |

Além disso, fizeram um apelo para "aumentar a transparência nas instituições financeiras" e defender o modelo de "economia social de mercado" para encarar com garantias a conjuntura de crise econômica internacional que se aproxima.

Na reunião realizada no Centro Fox de San Cristóbal del Rincón, no estado de Guanajuato, se reuniram representantes políticos de vários continentes, que analisaram assuntos relacionados com o humanismo, a segurança e com as boas práticas democráticas.

Entre as resoluções adotadas destacou uma onde a IDC pede a Cuba que proceda "sem demoras" nem "pretextos" a ratificar os Pactos Internacionais de Direitos Civis e Políticos, e o de Direitos Econômicos Sociais e Culturais.

Houve outra na qual felicitaram o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, assinalando que "tem uma oportunidade histórica para melhorar os laços com a América Latina, a África e a Ásia", assim como para "potencializar a relação com a União Européia (UE).

A IDC condenou a violência contra cristãos no Oriente Médio, pediu a promoção de uma ação multilateral das Nações Unidas perante a crise humanitária na República do Congo.

O co-presidente da IDC, Pier Ferdinando Casini, se mostrou preocupado com as novas formas de populismo que estão surgindo na América Latina, "que não têm o componente ideológico tradicional, que não podem ser classificados filhos de uma realidade marxista ou fascista".

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, foi a figura de maior destaque da reunião depois de ausências importantes, especialmente as de Felipe Calderón e a do líder do Partido Popular (PP) espanhol, Mariano Rajoy.

Na "Cúpula de San Cristóbal" se elaborou um documento com 10 pontos que pede a defesa da dignidade humana e que se coloque a pessoa no centro das iniciativas políticas.

Também se destacou a "importância da família" e se pediu aos Estados que reconheçam e protejam os direitos humanos "começando pelo direito à vida desde o momento da concepção".

Além disso, houve um apelo para a proteção do meio ambiente, que se impulsione a educação como "instrumento principal para o desenvolvimento das sociedades" e a promoção de uma "laicidade positiva aberta, dialogante e que garanta uma autêntica liberdade religiosa".

Finalmente, em matéria econômica e financeira consideraram urgente "promover uma nova ordem internacional que supere a fria globalização e a substitua por uma mundialização com face humana, regida pela paz, pelo respeito e pela boa fé". EFE act/ma

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