Encarregado de negócios dos EUA defende diálogo entre seu país e Venezuela

Caracas, 20 jan (EFE).- O encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, John Caulfield, defendeu hoje um diálogo respeitoso entre seu país e a Venezuela, apesar das diferenças, e se mostrou otimista em relação à futura relação.

EFE |

"Acho que há a intenção de ambos os países de começar um diálogo que pode levar a uma relação normal, porque a relação não é normal agora", disse em declarações à Agência Efe o diplomata americano na sede da delegação em Caracas onde a posse de Barack Obama como presidente dos EUA foi acompanhada ao vivo.

"Apesar das diferenças que temos, e que vamos ter, acho que podemos manter um diálogo respeitoso, em que podemos diferir em certas coisas, mas ao mesmo tempo descobrir que temos mais em comum do que pensamos", disse.

Caulfield, que está à frente da representação diplomática americana na Venezuela desde a expulsão em setembro do ano passado do embaixador Patrick Duddy, disse que ele se sentia otimista e que as coisas só podem melhorar entre ambos os países, embora tenha reconhecido que isto requer trabalho.

O representante norte-americano disse que já começou a conversa com o Governo venezuelano com o convite do chanceler Nicolás Maduro para uma reunião.

Por causa desse encontro, na sede da Chancelaria venezuelana, a embaixada americana publicou um comunicado no qual o encarregado de negócios agradeceu a oportunidade de sustentar esta conversa franca e cordial sobre as relações bilaterais com o ministro venezuelano.

Perguntado sobre os assinalamentos formulados contra ele pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, sobre uma suposta reunião com opositores em Porto Rico, Caulfield comentou que, na sua opinião, o assunto já está superado, ao mesmo tempo reiterando que ele nunca teve o suposto encontro.

Em posteriores declarações a meios de imprensa venezuelanos, o diplomata ressaltou que a chegada de Obama à Casa Branca representa uma "oportunidade para uma mudança nos EUA e uma mudança nas relações dos EUA com o resto do mundo".

Reiterou a necessidade de começar um diálogo com a Venezuela e, após assinalar que o embaixador Duddy não vai a retornar a Caracas, lembrou que a designação de um novo diplomata não é um processo curto.

"O importante é usar a comunicação para iniciar as conversas", comentou Caulfield, assegurando também que o encarregado de negócios venezuelano em Washington foi convidado para os atos de posse do presidente Obama que qualificou de "histórica".

Chávez, que acusou repetidas vezes o Governo do já ex-presidente George Bush de conspirar contra a Venezuela, e contra sua pessoa, expulsou em setembro o embaixador americano em solidariedade a uma decisão similar que tinha tomado o presidente boliviano, Evo Morales.

O Governo dos EUA, por sua vez, expulsou então o embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo Álvarez. EFE eb/ma

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