Empresas de segurança americanas são acusadas de torturas no Iraque

Um iraquiano entrou com processo em uma Corte Federal de Los Angeles contra funcionários de empresas de segurança contratadas pelos Estados Unidos por sua suposta participação em sessões de tortura com detentos da prisão iraquiana de Abu Ghraib, há cinco anos.

AFP |

Os advogados de Emad Al-Janabi afirmam que este ex-preso e outros prisioneiros sofreram torturas por meses, enquanto estiveram detidos na prisão, em Bagdá, para onde foram levados em setembro de 2003.

Al-Janabi foi libertado em julho de 2004 sem nenhuma acusação formal.

Segundo o processo, Al-Janabi foi submetido a abusos físicos e psicológicos, como a simulação da execução de seu irmão e sobrinho, o jejum forçado, privação do sono e ameaças com cachorros.

A demanda foi apresentada contra as empresas de segurança particular CACI International Inc, CACI Premier Technology, L-3 Communications Titan Corporation e contra um ex-funcionário da CACI, Stephen Stefanowicz.

Segundo documentos judiciais, a empresa CACI fornecia interrogadores a Abu Ghraib, enquanto a Titan Corp, comprada pela L-3, empregava tradutores para trabalhar nas instalações da prisão.

Al-Janabi e outros detidos de Abu Ghraib estão sendo representados por advogados do Centro de Direitos Constitucionais (CCR, na sigla em inglês).

"Queremos toda a verdade sobre o que aconteceu em Abu Ghraib. O mundo precisa saber o que ocorreu", disse Al-Janabi em um comunicado divulgado pelo CCR.

A advogada do CCR Katherine Gallagher comentou que o caso foi tomado para demonstrar que "os prestadores de serviços militares privados não podem atuar fora da lei com impunidade".

rcw/ap/LR

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