Londres, 1 jul (EFE).- A companhia de banqueiros Rotschild e o escritório de advogados Freshfields expressaram seu pesar por seu vínculo com o tratamento de escravos no passado.

O diário "Financial Times" revelou no fim de semana passado esses laços, após estudar documentos que estavam disponíveis no Arquivo Nacional.

"Lamentamos profundamente que a Rotschild esteja de alguma maneira vinculada à escravidão. A Rothschild é uma empresa que apoia firmemente a igualdade de oportunidades e os direitos humanos", assinalou a empresa em comunicado.

Já o escritório Freshfields Bruckhaus Deringer publicou um comunicado em termos quase idênticos, e assinalou que "tem uma longa tradição de apoio à igualdade de oportunidades, dos direitos humanos e do acesso à Justiça".

Os documentos publicados pelo jornal britânico provam que Nathan Mayer Rothschild, patriarca da conhecida família de banqueiros, aceitou escravos como garantia em suas operações financeiras com um proprietário de escravos.

No caso de James William Freshfields, os documentos revelam que ele e seus filhos tiveram laços financeiros com vários proprietários de escravos, sobretudo no Caribe. EFE jr/mh

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