Empresários reconhecem diferenças entre emergentes mas acreditam em negócios

Rio de Janeiro, 14 abr (EFE).- Empresários do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reconheceram hoje que existem grandes diferenças entre seus países e que competem em muitos setores, mas esperam identificar oportunidades de negócios para aumentar o comércio entre eles e reduzir sua dependência aos países desenvolvidos.

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Esses fatores foram destacados no primeiro Fórum Empresarial Bric-IBSA, que reuniu hoje no Rio de Janeiro 200 empresários do Brasil, 70 da China, 35 da Índia, 35 da África do Sul e 30 da Rússia como parte dos eventos prévios à quarta Cúpula do Ibas e à segunda Cúpula dos Bric, que ocorrerão entre amanhã e sexta-feira em Brasília.

O representante da Confederação Nacional da Indústria do Brasil, Carlos Mariani Bittencourt, comentou que o Brasil pode oferecer aos demais emergentes oportunidades de negócio na área de infraestrutura, nas reservas de petróleo descobertas no Atlântico e nas obras que necessitará para a Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.

"É lógico que concorremos entre nós. A concorrência existe no mundo todo. Mas a ideia é identificar áreas nas quais possamos colaborar", anotou o diretor do Departamento de Promoção Comercial da Chancelaria brasileira, Norton Rapesta.

Acrescentou que, para a reunião de hoje, foram escolhidas áreas específicas com sinergias e claras oportunidades para aumentar o investimento e o comércio entre os cinco países: energia, tecnologia da informação, infraestrutura e agronegócio.

Sigla criada em 2001, os Bric se referem a quatro grandes economias emergentes do mundo: Brasil, Rússia, Índia e China. Já o Ibas trata-se do Fórum de Diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul.

O encontro de hoje foi o primeiro em que empresários destes cinco países se reuniram para explorar oportunidades de negócios e identificar nichos e áreas em que podem cooperar.

Os participantes disseram que, apesar das diferenças, um aumento do comércio e dos investimentos entre eles pode ajudá-los a evitar os problemas que sofreram nos dois últimos anos, nos quais suas exportações para países desenvolvidos registraram significativas perdas em razão da crise mundial.

"Apesar de temos culturas muito diferentes e competirmos em algumas áreas, temos que nos unir para depender menos dos mercados desenvolvidos", disse o vice-presidente do Conselho de Promoção do Comércio Internacional da China, John Zhang Wei.

Para o presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria de Índia, Rajan Bharti Mittal, não é difícil identificar grandes oportunidades de negócios entre os cinco grandes emergentes.

Segundo ele, enquanto que o Brasil, Rússia e África do Sul são grandes produtores de matérias-primas, "a China está revolucionando o setor industrial e a Índia está revolucionando o setor de serviços". EFE cm/sa

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