Empresários em lista negra por ajudar Mugabe agem livremente no R. Unido

Londres, 22 dez (EFE) - Vários empresários incluídos pelos Estados Unidos em uma lista negra por ajudar o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, operam livremente no Reino Unido, apesar das críticas públicas do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, ao regime do Zimbábue, informa hoje o jornal The Times.

EFE |

Das 21 companhias na lista negra americana, 14 têm sua base no Reino Unido, duas no paraíso fiscal da ilha de Jersey e uma terceira nas ilhas Virgens, acrescenta o periódico.

As três restantes têm sedes operacionais na República Democrática do Congo (RDC), no estado americano da Flórida e no Zimbábue.

O mais proeminente dos empresários acusados de apoiar Mugabe é John Bredenkamp, de 68 anos, nascido na antiga Rodésia, hoje o Zimbábue, e que faz parte de um grupo de rodesianos brancos com importantes contatos no Reino Unido cuja influência cresceu ultimamente.

Segundo o Departamento do Tesouro americano, é um conhecido de Mugabe e está envolvido em diversos negócios, desde o comércio de cigarro e o de armas até a distribuição de petróleo, o turismo, a gestão esportiva e a extração de petróleo.

O porta-voz do empresário, no entanto, nega que a Breco - empresa de Bredenkamp - comercialize cigarro, mas compra em leilão do artigo e acrescenta mais-valia ao fabricar tabaco, ou que se dedique à prospecção ou extração de diamantes.

O representante de Bredenkamp disse que o empresário tem investimentos no ACS, agente de empresas de defesa e aeroespaciais reguladas por seus respectivos Governos.

Além disso, da mesma forma que Shell ou BP, que atuam no setor do petróleo no Zimbábue, a Breco fornece produtos petrolíferos comprados por lei da Companhia Estadual de Petróleo a cinco firmas pequenas.

Bredenkamp também negou apoiar financeiramente o regime de Mugabe e diz que o fato de ser zimbabuano e ter negócios no país não significa que ajude o Governo.

Outro empresário acusado pelos Estados Unidos de "ter laços estreitos" com o regime de Mugabe é Müller Konrad Rautenbach, acionista da African Mining and Exploration Company, empresa que adquiriu, em abril, uma participação em uma mina de platina no Zimbábue e que é presidida pelo britânico Phil Edmonds.

Além disso, outros empresários que aparecem na lista negra dos EUA são a tailandesa Nalinee Taveesin, que organizou "transações relacionadas com o setor imobiliário ou com as pedras preciosas" a favor de Grace Mugabe, a esposa de Robert, e o urologista malaio Mahmood Awang Kechik.

Ele é acusado de utilizar sua clínica para esconder o destino final de equipamentos médicos que chegam o país. EFE jr/db

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