O empresário venezuelano Franklin Durán foi considerado culpado nesta segunda-feira por um júri em Miami de atuar como agente do governo de Hugo Chávez para ocultar a origem e o destino de um suposto fornecimento de dinheiro por parte de Caracas para a última campanha presidencial na Argentina.

Depois de uma semana de deliberações, o júri de 12 membros entregou à juíza federal americana Joan Lenard a decisão sobre a culpa do empresário, constatou um correspondente da AFP.

O julgamento está relacionado ao escândalo causado com a descoberta de uma maleta com 800.000 dólares apreendida pela Algândega de Buenos Aires depois da chegada de um avião proveniente de Caracas em agosto de 2007.

O advogado venezuelano Moisés Maiónica, acusado no "caso da mala", havia afirmado que os US$ 800 mil confiscados em 2007 com o empresário venezuelano-americano Guido Antonini Wilson eram destinados à campanha eleitoral da presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Maiónica atuou como testemunha no julgamento do empresário Franklin Durán, acusado de ter atuado como agente do governo venezuelano para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

O advogado, que envolveu no caso o presidente de seu país, Hugo Chávez, também contou que a procedência e destino dos US$ 800 mil foi mencionada em uma conversa com Henry Rangel Silva, diretor do Disip, o serviço secreto da Venezuela.

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