Empresário que arrecadou fundos para Obama e Hillary é acusado de corrupção

Nova York, 19 mai (EFE).- O empresário chinês Norman Hsu, que arrecadou fundos para o Partido Democrata dos Estados Unidos durante anos, foi acusado hoje por um tribunal de Manhattan de violar as normas federais de financiamento de campanhas eleitorais.

EFE |

Hsu, de 58 anos e que já estava preso, foi acusado de, ilegalmente, dar centenas de milhares de dólares aos candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton.

Segundo as acusações, ao criar doadores fictícios, ele ultrapassou o limite de doações que um indivíduo ou grupo pode fazer a uma campanha eleitoral.

"Acho que já esperava, porque foi rápido", afirmou hoje o advogado de defesa de Hsu, Alan Seidler, que também declarou que a pronúncia provavelmente não resultará em mais anos de prisão para o empresário, informou o site do jornal "The New York Post".

Em 7 de maio, Hsu foi condenado a 30 anos de prisão pelo Tribunal Federal de Manhattan, acusado de fraude por ter iniciado uma pirâmide de investimentos fraudulentos que pode ter lhe rendido até US$ 20 milhões entre 2000 e 2007.

Hsu chegou a estar entre os 20 doadores mais influentes do Partido Democrata e arrecadou aproximadamente US$ 1 milhão para a campanha presidencial de Hillary.

Em gravações de conversas telefônicas ouvidas durante o julgamento, Hillary pedia fervorosamente que Hsu arrecadasse fundos para sua campanha.

Quando soube dos métodos fraudulentos de arrecadação do empresário, a atual secretária de Estado americana devolveu aproximadamente US$ 850 mil das doações que recebeu.

O julgamento revelou que Hsu financiou ilegalmente o Partido Democrata entre 2004 e 2007, o alto nível de vida que o empresário mantinha e os políticos com os quais se relacionava por conta das doações.

Em 1991, o empresário já tinha sido acusado de roubo e fraude empresarial num caso que envolvia US$ 1 milhão em investimentos fantasmas. Depois de vários anos sendo procurado, foi detido em 2007 e condenado a três anos de prisão por roubo e fraude empresarial em janeiro de 2008. EFE emm/pg/sc

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