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Empresário acusado em caso da mala admite envolvimento da Venezuela

Miami, 1 out (EFE) - O empresário venezuelano Carlos Kauffmann admitiu hoje em um tribunal dos Estados Unidos que se envolveu no chamado caso da mala a pedido do Governo da Venezuela e para obter contratos e poder.

EFE |

Kauffmann, testemunha da Promotoria Federal dos EUA, reconheceu que se envolveu em uma conspiração para convencer seu compatriota Guido Alejandro Antonini Wilson a não falar sobre a origem e destino de uma mala com US$ 800 mil com a qual foi detido na Argentina, em 2007.

"Meu Governo pediu que fizesse algo, e fiz", disse o empresário no julgamento em Miami de seu parceiro Franklin Durán, o único dos cinco acusados no caso que se declarou inocente.

Quando o promotor federal Thomas Mulvihill perguntou por que decidiu participar, Kauffmann disse: "Traria-me benefícios, contratos e mais dinheiro (do Governo venezuelano)".

O empresário venezuelano e Durán são acusados de conspirar e agir nos EUA como agentes do Governo da Venezuela para ocultar a origem e o destino do dinheiro que, segundo testemunhas da Promotoria, era destinado à campanha da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.

Ele revelou que, através da petroquímica Venoco, propriedade sua e de Durán, ambos financiaram as passagem aéreas de representantes de vários países para que assistissem a uma votação a favor da Venezuela na sede da ONU, mas não deu mais detalhes.

"Nós pagamos os vôos para que representantes de outras nações fossem votar na ONU", contou o empresário.

O venezuelano também disse que a Venoco pagou centenas de milhares de dólares a funcionários da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) por informação privilegiada da indústria e matérias-primas.

A juíza Joan Lenard autorizou hoje a Promotoria Federal dos EUA a expor no julgamento os supostos casos de corrupção nos quais teriam envolvimento Durán e Kauffmann, subornando funcionários do Governo venezuelano e da PDVSA para fechar negócios.

A Bolívia veio à tona novamente no julgamento quando o promotor lhe perguntou sobre uma reunião em Caracas com Durán, o advogado Moíses Maiónica, outro dos acusados no caso, e Juan Bracamonte, do escritório deste.

Kauffmann destacou que nesse encontro falaram do "caso da mala" e da possibilidade de vender equipamentos contra distúrbios à Bolívia por US$ 12 milhões.

Na reunião também estava o embaixador da Venezuela na Bolívia, Julio Montes, que tinha mais de US$ 100 milhões do Governo venezuelano para investir no outro país, segundo o empresário. EFE so/db

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