Empresária diz ter sido amante de Herman Cain durante 13 anos

Casado há 43 anos, pré-candidato republicano à presidência dos EUA nega acusação, mas admite que reavalia viabilidade de campanha

iG São Paulo |

AP
Ginger White, que diz ter sido amante de Herman Cain, pré-candidato à presidência dos EUA
Um novo escândalo pode ameaçar a pré-candidatura de Herman Cain à presidência dos Estados Unidos. Após acusações de que teria assediado sexualmente suas funcionárias na década de 1990, na segunda-feira uma mulher afirmou ter sido amante do empresário durante 13 anos. Apesar de Cain, casado há 43 anos, ter negado as acusações, disse à sua equipe que está "reavaliando" a viabilidade de sua campanha.

Um funcionário graduado disse à rede de TV CNN que uma decisão deve ser tomada "nos próximos dias", tendo como base a situação financeira da campanha. Outra fonte familiar com as deliberações internas da campanha disse à CNN que a questão agora é "dinheiro e apoio". De acordo com ela, a operação da campanha, que já é pequena, terá de diminuir ainda mais com a demissão de alguns funcionários.

A empresária Ginger White, 46 anos, fez as declarações em entrevista ao canal Fox 5 e disse que o romance com Cain acabou pouco antes de ele anunciar sua pré-candidatura à Casa Branca. “Foi divertido”, afirmou. “Foi algo que me tirou da monotonia. Foi excitante.”

Antes mesmo de o programa ir ao ar, Cain foi à TV para se defender. “Lá vamos nós de novo”, disse, em entrevista à CNN, fazendo referência ao escândalo de assédio sexual. “Não fiz nada de errado.”

Durante a entrevista, Ginger disse ter conhecido Cain no final dos anos 1990 em Louisville, Kentucky, quando ele era presidente da Associação Nacional de Restaurantes. Segundo ela, os dois tomaram drinques e ele a convidou para ir até seu quarto.

Leia também: Cain diz que se submeteria a detector de mentiras para provar inocência

Ginger disse que sabia que o empresário era casado com Gloria Cain e, durante a entrevista, mostrou que tinha o telefone do empresário entre os contatos de seu celular. A repórter da Fox 5 mandou uma mensagem para o número e o pré-candidato retornou a ligação na hora.

“(Durante a ligação) Ele disse que conhecia Ginger White, mas que as acusações eram falsas”, contou a jornalista.

De acordo com o empresário, a mulher tinha seu telefone porque ele estava tentando ajudá-la financeiramente.

De acordo com a agência AP, arquivos judiciais do Estado da Geórgia mostram uma série de ações contra Ginger por não pagar o aluguel. Uma delas teve entrada há cerca de duas semanas.

No início de novembro, a campanha de Cain foi abalada pela notícia de que quatro mulheres o tinham acusado de assédio sexual quando eram funcionárias da Associação Nacional de Restaurantes. Uma delas, Sharon Bialek , fez a acusação publicamente.

Na ocasião, o pré-candidato negou ter cometido qualquer ato impróprio e chegou a dizer que estaria disposto a se submeter a um teste de detector de mentiras para provar sua inocência.

Segundo o site Politico, as uncionárias que acusaram Cain saíram da Associação Nacional de Restaurantes dos EUA depois de assinar um acordo pelo qual receberam compensações e ficaram impedidas de falar sobre o assunto.

Com AP

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