Empresa venezuelana de alimentos exige negociação com o governo

CARACAS (Reuters) - A principal companhia de alimentos da Venezuela, Empresas Polar, solicitou nesta quinta-feira uma negociação com o governo após o presidente Hugo Chávez ter ameaçado tomar o controle da empresa e expropriado uma unidade da gigante norte-americana Cargill. Com as ameaças e a ação contra a Cargill, Chávez retomou um processo de nacionalização apenas semanas depois de ter vencido um referendo permitindo sua reeleição sem limites.

Reuters |

Chávez ameaçou na quarta-feira tomar o controle da Polar depois de ter enviado tropas para assumir alguns engenhos de arroz da companhia que não tinham uma produção suficiente de grãos segundo as regulamentações de preço do Estado.

"Nós defendemos que a melhor maneira de aumentar a produção de comida venezuelana é através do diálogo e da colaboração mútua entre o governo, os produtores agrícolas... e consumidores", disse a Polar, nesta quinta-feira, em resposta à ameaça de Chávez.

Chávez tem frequentemente cumprido suas ameaças de nacionalização, tomando companhias de petróleo, eletricidade, aço, cimento e telecomunicações. Às vezes, no entanto, as companhias ameaçadas tem evitado as ações do governo ao seguir as demandas do presidente venezuelano.

O presidente é bastante popular entre a população menos abastada por pressionar as companhias para produzirem mercadorias baratas e pelos programas de governo que provém subsídios às cidades mais pobres.

Mas a Polar, produtora da principal marca venezuelana de cerveja e de outros produtos populares, é também bastante considerada entre os venezuelanos mais pobres.

Chávez acusa a indústria alimentícia de escapar do controle de preços estabelecido pelo governo e de não produzir arroz barato o bastante.

(Reportagem de Deisy Buitrago)

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