Empresa neozelandesa alega sabotagem em contaminação de leite na China

A gigante dos laticínos neozelandesa Fonterra anunciou nesta segunda-feira que um ato de sabotagem provocou a contaminação do leite para bebês vendido por seu sócio chinês Sanlu, que provocou a morte de duas crianças e deixou mais de 1.200 bebês enfermos, 53 deles em estado grave.

AFP |

Além disso, a primeira-ministra neozelandesa Helen Clark afirmou que a Nova Zelândia advertiu a China e pediu a adoção de medidas urgentes, depois da venda de leite em pó contaminado para bebês.

Clark acusou a China de ter tentado esconder o problema.

"O caso se trata de sabotagem do produto", declarou Andrew Ferrier, diretor executivo da Fonterra, para quem alguém acrescentou melamina no leite fornecido a Sanlu.

A possibilidade de contaminação durante a produção, armazenamento ou venda foi descartada, acrescentou.

O ministro chinês da Administração, responsável pelo controle de qualidade, Li Changjiang, citado pelo jornal China Daily, disse que o acréscimo da substância tóxica pode ter acontecido nas leiterias que recolhem o leite - onde 19 pessoas já foram detidas -, e não nas fazendas.

Em um novo balanço, o ministério chinês da Saúde informa que 1.253 bebês sofreram cálculos renais depois de ingerir o leite adultarado e que 53 deles estão em situação grave. Também confirma a morte de dois bebês.

cf/fp

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