Empresa japonesa injetará nitrogênio em reator de Fukushima

Tepco diz que medida é preventiva e busca impedir explosões de hidrogênio em usina nuclear

iG São Paulo |

AP
Homens verificam nível de radiação de idosa em abrigo na cidade de Tamura, na região de Fukushima

Após conter um vazamento radioativo na usina de Fukushima, no Japão, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), empresa que opera o complexo nuclear, se prepara para injetar nitrogênio no contâiner que abriga um dos reatores.

A Tepco afirmou nesta quarta-feira que a injeção de nitrogênio tem o objetivo de impedir explosões de hidrogêneo como as registradas no início da crise nuclear em Fukushima. Segundo a empresa, não há risco imediato de novas explosões e o processo será feito como precaução.

A operadora afirmou ter conseguido conter o derramamento de água radioativa para o Oceando Pacífico injetando agentes químicos que solidificaram o solo perto de uma rachadura. Medidas anteriores tentaram usar concreto, papel e serragem, mas sem sucesso.

A companhia disse que ainda precisa liberar no oceano cerca de 11,5 mil toneladas de água com baixo nível de radiação, por falta de espaço para armazenar o líquido.

O terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em 11 de março afetou os sistemas de resfriamento das usinas, levando os técnicos a bombear água do mar para dentro dos reatores com o objetivo de evitar o superaquecimento.

O Japão pediu à Rússia autorização para usar o navio russo Landysh, chamado em japonês de Suzuran, uma das maiores plataformas de tratamento de líquido radioativo do mundo.

A embarcação, utilizada pela Rússia para desativar submarinos nucleares no porto de Vladivostok, no leste do país, é capaz de processar 35 metros cúbicos de líquido radioativo e 7 mil metros cúbicos por ano. A agência nuclear russa, Rosatom, disse que está trocando informações com as autoridades japonesas a respeito dessa possibilidade.

Devido ao alto nível de radiação na área, só a partir de setembro os edifícios que contêm os reatores nucleares devem começar a ser cobertos com placas especiais de metal, disse uma fonte do governo japonês.

Com AP e BBC

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