Empresa espera estabilizar reatores da usina de Fukushima em janeiro

Estabilização colocaria um fim à crise e ameaça nuclear no norte do Japão

EFE |

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, confirmou nesta terça-feira que espera estabilizar em janeiro os reatores danificados da central, o que poria fim à crise nuclear provocada pelo tsunami de 11 de março.

A empresa revisou nesta terça-feira o plano apresentado há um mês para levar os reatores de Fukushima a um estado de "parada fria". Em suas linhas básicas, o plano revisado pela Tepco mantém o dia de 17 de abril como base, pelo que os reatores recuperariam uma refrigeração estável em três meses a partir desta data, e entre seis e nove meses seu combustível nuclear seria apagado.

A Tepco divulgou nesta terça-feira que pretende levar em meados de julho os reatores 1, 2 e 3 de Fukushima a essa situação de resfriamento estável e ser capaz de deixá-los em "parada fria" em janeiro, informou a agência local "Kyodo".

A empresa anunciou que revisará o plano anterior de encher com água a estrutura de contenção de reator 1, o mais afetado pelo terremoto e o tsunami, e trabalhará agora para criar um sistema de circulação hidráulica para resfriar esta e as outras unidades.

A mudança de planos acontece após ser divulgado que parte do combustível do reator 1 se fundiu nas primeiras horas da crise e perfurou a estrutura de pressão, pelo que o líquido passou a vazar para a estrutura de contenção primária e, daí, possivelmente para o edifício que aloja a unidade. A Agência de Segurança Nuclear japonesa indicou nesta terça-feira que as barras de combustível dos reatores 2 e 3 de Fukushima também podem ter se fundido.

O terremoto e o devastador tsunami de 11 de março deixaram sem resfriamento três reatores e uma piscina de combustível da unidade 4 da central de Fukushima, cujas emissões deslocaram mais de 80 mil pessoas, e prejudicaram a pesca, a agricultura e a pecuária locais.

Enquanto a Tepco apresentou a revisão de seu planejamento, o governo japonês anunciou seu programa para responder à situação dos milhares de evacuados pela situação na usina. O Executivo admitiu que a situação atual é consequência de uma política nacional que apoia a energia nuclear e é preciso assumir suas responsabilidades, segundo a rede de televisão "NHK".

O plano inclui ter à disposição dos desabrigados 24 mil casas temporárias em Fukushima até meados de agosto e que em breve os moradores possam retornar a suas casas para recolher móveis e utensílios, algo que começaram a fazer de forma escalonada na semana passada. O governo japonês ordenou uma zona de exclusão de 20 quilômetros ao redor da central e decidiu evacuar localidades até 40 quilômetros de distância.

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